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Vila Galé diz que obras de arte cedidas pelo Estado vão valorizar oferta de Alter do Chão

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O Grupo Vila Galé esclarece que as obras de arte cedidas pelo Estado, através da Secretaria de Estado Adjunta e do Património Cultural, para o seu hotel em Alter do Chão, em Portalegre, visam valorizar a oferta cultural do interior do país.

Em comunicado, o grupo hoteleiro explica que Ângela Ferreira tomou a iniciativa de se preocupar com o estado deplorável e de abandono em que se encontrava a colecção Rainer Daehnhardt, e outras peças que estavam na Coudelaria de Alter do Chão, e que autorizou a cedência para exposição no futuro hotel.

É num edifício da Coudelaria de Alter do Chão, numa propriedade com cerca de 800 hectares no distrito de Portalegre, que o Vila Galé está a concluir um hotel, ao abrigo do programa público Revive, e cuja inauguração, está prevista para o dia 13 de Março.

Na semana passada, no dia 19, a secretária de Estado Ângela Ferreira disse à agência Lusa que autorizou a cedência ao grupo Vila Galé, por 25 anos, de cerca de 50 peças da denominada Coleção Rainer Daehnhardt, pertencentes ao Estado, para a instalação de um núcleo museológico no futuro hotel, à partida sem pagar bilhete de entrada, realçando que não foi alvo de avaliação qualquer tipo de contrapartida financeira relativamente à visita da colecção.

Em comunicado, o Grupo Vila Galé sublinha que esta colecção regressa ao local onde sempre esteve desde 2000, e que a tutela da Cultura impôs como contrapartida a recuperação das peças museológicas, a aquisição do mobiliário (vitrines adequadas para o efeito), o transporte com segurança, seguro dos bens.

O grupo hoteleiro recorda que os edifícios a reconstruir, onde está a ser instalado o hotel, ainda que pagos pela Vila Galé, são propriedade do Estado, que os receberá de volta no fim da concessão, incluindo todo o seu recheio, daqui a 50 anos.

O Hotel Vila Galé Collection Alter Real é a sexta unidade hoteleira com a marca “collection”, juntando-se a hotéis em Paço de Arcos (Oeiras), Braga, Lamego, Elvas e Albufeira, junto à praia da Galé.

Por outro lado, a empresa diz que também o coleccionador António Cachola cedeu do Museu de Arte Contemporânea de Elvas várias peças da sua colecção particular, para exposição no Vila Galé Elvas, e que o presidente da Câmara Municipal de Sousel, o Museu dos Cristos e o Museu Militar de Elvas cederam para exposições temporárias no referido hotel diversas peças do seu acervo museológico.

Refira-se que Ângela Ferreira, anunciou que, de futuro haverá mais cedências de obras de arte da colecção do Estado, no âmbito do Programa Revive, cujas condições não estão ainda totalmente definidas. Será permitido aos concessionários poderem fazer exposições temporárias destas obras no seu empreendimento turístico, desde que asseguradas todas as condições técnicas necessárias para este tipo de exposição. Não é o concessionário que escolhe as obras de arte, é a DGPC. (…) Finda a exposição, a colecção, esses quadros regressarão à posse física da DGPC, ou seja, as obras continuam sob património do Estado, de onde nunca vão sair.

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