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Viajar entre Lisboa e Madeira sem turbulências

Para além de uma ou outra turbulência durante o voo, o que é normal, viajar entre Lisboa e Madeira é sem stress. Tudo corre pelo melhor e, se não fosse a máscara a moldar a face, e sabendo que o álcool gel deve estar sempre à mão, nada nos fazia lembrar que estamos em tempo de pandemia.

Feito gratuitamente o teste PCR à Covid-19 até 72 horas antes da partida num dos mais de 70 postos de colheitas de amostras em todo o país protocolados com o Governo Regional, desde que se apresente o comprovativo da reserva do voo, estamos prontos a embarcar.

É domingo. Estou no Aeroporto de Lisboa pela primeira vez desde o início da pandemia. A sensação é ir viajar pela primeira vez. Não reconheço o aeroporto pois foi dividido por zonas e a TAP ‘tomou conta’ de grande parte do hall central das partidas. As portas automáticas abrem e só se vêem máquinas de self check-in. Os funcionários da empresa estão ali para ajudar a quem não fez o check-in online ou tem bagagem de porão.

De resto tudo como antigamente, desde que o passageiro permaneça com máscara e observe o distanciamento. O free-shop está aberto bem como as lojas e os espaços de restauração. Sente-se é que não é o mesmo aeroporto que outrora borbulhava de gente. Tudo está mais calmo. Não sei se por ser domingo. Nos corredores os auto-falantes anunciam alguns voos, todos para a Europa, não só da TAP, mas de outras companhias aéreas.

Nas salas de embarque, os passageiros são divididos por áreas de embarque, dependendo do seu assento dentro do avião. Tudo decorre sem pressas. O distanciamento é mantido. Tiramos a máscara apenas para nos identificarmos junto do funcionário da companhia que nos pede o bilhete de embarque e a identificação.

O voo é TAP e o avião um A-321 neo da companhia está pintado com as cores ‘retro’. É uma estreia. Bem composto de passageiros. Os casais e famílias viajam em assentos na mesma fila, e quem viaja sozinho não tem companhia ficando com os três lugares por sua conta.

Tomou as duas doses da vacina, fez o teste à partida e deu negativo, baixou a aplicação MadeiraSafe? Então, à chegada à ilha, tem direito ao corredor verde e, a partir daí está livre para desfrutar da região. Não fez teste à saída do destino e não baixou o aplicativo, não se preocupe. No Aeroporto da Madeira perfilam hospedeiros que encaminham e apoiam os passageiros para os vários processos. É feito o teste gratuitamente mesmo no local, mas atenção, o resultado só é conhecido entre seis a 12 horas e o passageiro tem de permanecer no seu alojamento. Então para quem vai de férias, vale a pena realizar o teste à partida.

O Madeira Traveler Registration Health Authorities (madeirasafe.com) permite às autoridades de Saúde da região manter contacto diariamente com o visitante. Se aderiu a esta aplicação, facilita o processo e as autoridades de saúde passam a acompanhar o seu estado.

Imagina que o teste á chegada deu positivo. Lá se foram as férias. Terá de ficar em confinamento no seu alojamento, mas o Governo Regional assume todos os custos do doente, com alojamento, saúde e alimentação gratuitos. Como nos dizia Nuno Vale, director executivo da Agência de Promoção da Madeira (APM), a região quer proporcionar uma experiência turística e não uma experiência hospitalar. Esta frase ficou-me na memória.

Funchal está viva durante o dia e recomenda-se 

Lá fora a vida acontece. O Funchal já não tem o mesmo movimento de outrora, nem há navios de cruzeiros a moldar o porto, mas toda a actividade permanece em operação. Durante o dia está tudo aberto, as pessoas estão nas ruas, as esplanadas e os restaurantes estão a operar. Ás 19 horas e às 18 horas nos fins-de-semana há recolher obrigatório até às 05 da manhã.

Tudo recolhe. Não se vê viva alma nas ruas do Funchal, salvo um ou outro carro, mas muitos da polícia. Como jornalista e tendo na posse a carteira profissional, que nos serve de livre-trânsito para a maior parte das circunstâncias, aventurei-me e dei um passeio após o jantar para sentir o pulsar da cidade. Tudo fechado. Na Madeira cumpre-se o recolher obrigatório.

Por isso é que, durante este período de recolher obrigatório, os hotéis que se encontram abertos, estão a receber turistas em regime de meia-pensão. Jantar no hotel é a única solução. Beber a típica poncha nos locais mais emblemáticos, só se for durante o dia.

Há turistas estrangeiros na Madeira. No hotel onde fiquei durante alguns dias, cruzei-me ao pequeno-almoço e ao jantar com casais estrangeiros e famílias, muitos portugueses, é verdade, mas também franceses, alemães e de outras nacionalidades que falavam idiomas que não entendi. Havia aqui e ali grupos entre quatro a seis pessoas. Muitas famílias com crianças. É bom sinal para uma região que tem como principal bandeira a segurança sanitária.

Eis que chega o regresso. O voo é às 06h00. É cedo. As partidas no Aeroporto da Madeira não têm o mesmo volume de passageiros. O regresso é outra vez no mesmo avião da TAP o A321 ‘retro’. Faz-me lembrar o logo da companhia aérea á muitos, muitos anos. As lojas no aeroporto ainda estão fechadas, mas os cafés abertos aquecem a alma e fazem pairar no ar os cheiros de bolos e pão fresco. Afinal, os passageiros para Lisboa vão chegando, chegando. São muitos. O voo sai muito bem composto. Ninguém pergunta pelos testes à Covid-19

Cerca de 1h20 depois, aterra-se em Lisboa. Não há movimento outra vez. O trajecto é para a saída. Dois cartazes dividem os passageiros antes da zona da recolha de bagagens. Os passageiros chegados de Faro, Porto, Açores e Madeira seguem por um corredor, os outros, por outro, onde um ‘batalhão’ de polícias controla tudo. O quê, propriamente, não sabemos. Não conseguimos falar com ninguém. Deviam estar a pedir o comprovativo dos testes. Quase que aposto.

Carolina Morgado



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