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V Cimeira do Turismo Português: Portas deixa alertas ao sector

Não é que o sector nas as conhecesse, mas Paulo Portas reforça alertas para medidas urgentes que o turismo em Portugal deve tomar para ultrapassar a crise que a pandemia da Covid-19 tem vindo a causar.

Na qualidade de primeiro convidado da Web Conferência da V Cimeira do Turismo Português, com o tema ‘Turismo pós-Covid’ que a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) está a promover, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Turismo, o vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa alertou para a necessidade de planos próprios, intensos e muito selectivos para que o sector do turismo possa sobreviver até à existência de uma vacina contra a Covid-19, para acrescentar que o sector precisa rapidamente de ser apoiado por fundos próprios, até porque, na economia, o turismo não é igual a outros sectores, não depende dos mesmos factores, lembrando o peso que tem em Portugal.

– Portugal está no ranking dos 4 primeiros países emissores que mais dependem do turismo e é o quarto da OCDE que menos pode substituir o turismo internacional pelo turismo interno. Por isso tem que ser apoiado com planos próprios, fundos próprios, mecanismos próprios, que sejam rápidos, pragmáticos e acessíveis, destacou.

Na sua intervenção, o convidado da CTP destacou a necessidade de existir um turismo em condições para ter uma economia em condições.

Paulo Portas considerou também inaceitável as quebras verificadas no turismo em Portugal numa época tão importante como são os meses de Junho e Julho e disse que se deve a ausência de uma estratégia profissional que protegesse a reputação que o país granjeia a nível europeu e internacional, bem como os corredores aéreos. Acho que o Estado dormiu na forma, com toda a franqueza, evidenciou.

Sendo sempre um grande defensor da diplomacia económica, Portas critica o Estado português por ter reagido tardiamente para salvaguardar o turismo internacional, nomeadamente o proveniente do Reino Unido, adiantando que agora é preciso trabalhar a sério para não acontecer o que se verificou em Junho e Julho, pois não resistimos a uma segunda vaga de restrições de viagens para Portugal, para ainda lembrar que o turismo caiu em todo o lado e todos os países estão à procura das sobras, por vezes até de forma desleal, ou seja, escondendo as suas verdadeiras estatísticas em relação ao número de infectados pela Covid-19.

Por isso, na opinião do vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa temos que fazer um esforço intensivo de diplomacia económica para recuperar os mercados, com uma estratégia agressiva e numa aliança cúmplice entre os sectores público e privado.



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