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União Europeia pondera voltar a fechar fronteiras

Um novo encerramento das fronteiras internas, com vista a travar a propagação das novas variantes do vírus, especialmente a do Reino Unido, está a ser ponderada pela União Europeia (UE).

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, diz que não faz sentido, mas vários Estados-membros avançam que é preciso fazê-lo. “O encerramento puro e simples das fronteiras não faz qualquer sentido e não é tão eficaz como medidas muito mais precisas”, defendeu.

A Comissão Europeia considera que um encerramento como se deu na fase inicial da pandemia não será necessário, mas nem todos os países do bloco europeu pensam da mesma maneira. Para já, o que a Comissão Europeia quer é que os países acelerem a vacinação.

O jornal espanhol ‘El País, que cita uma fonte diplomática em Bruxelas, indicou que têm de ser tomadas novas medidas para restringir a circulação dentro da UE.

O jornal teve ainda acesso a um documento não oficial do governo alemão, pedindo com urgência mais restrições Para o executivo de Angela Merkel, os Estados-membros deveriam comprometer-se a exigir testes (antes da viagem) e quarentena (à chegada) às pessoas provenientes de áreas com uma maior presença das novas variantes. “Só se os estados membros tomarem medidas conjuntas e coordenadas é que o vírus pode ser efectivamente contido”, diz o texto.

Berlim quer manter a liberdade de circulação no espaço europeu, mas mais apertada, no entanto, admite a hipótese de serem apenas garantidas “as cadeias de abastecimento essenciais e a integridade do mercado interno, em particular o transporte transfronteiriço de mercadorias e fornecimentos”.

Na segunda vaga da Covid-19, que ocorreu nos últimos meses do ano de 2020, a UE manteve, mesmo assim, as fronteiras abertas para que as economias continuassem a funcionar da melhor maneira possível, tendo em conta a situação. Porém, com o que já se começa a apelidar de terceira vaga, a transmissibilidade está em números elevados na Europa, o que preocupa os governos do bloco.

Refira-se que, em Março, muitos Estados-membros introduziram controlos fronteiriços internos de forma unilateral e descoordenada, apesar dos repetidos apelos da Comissão Europeia para uma abordagem comum e solidária que preservasse o mercado único e os direitos dos cidadãos comunitários. Tal como não como não houve acordo para fechar, também para reabrir fronteiras, cada país teve o seu próprio tempo, mas a reabertura de fronteiras deu-se a partir de 3 de Junho e foi Itália o primeiro país a fazê-lo.



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