UE quer atrair turistas chineses para destinos menos conhecidos

A directora-geral da Comissão Europeia para o Mercado Interno, Indústria, Empreendedorismo e PME, Lowri Evans, salientou recentemente a necessidade de atrair turistas chineses para além dos destinos “óbvios”, reclamando maior integração na oferta turística europeia.

Reconhecendo que cada membro da União Europeia (UE) tem muitos produtos no sector turístico, Lowri Evans afirmou que é preciso embrulhar essas ofertas, visando facilitar a visita a múltiplos destinos por visitantes chineses.

A directora-geral destacou a criação da plataforma World Heritage Journeys, que tem versão em chinês, e convida os viajantes a percorrer quatro itinerários – Europa Real (inclui Sintra), Europa Antiga, Europa Romântica e Europa Subterrânea.

A plataforma foi elaborada em conjunto pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e a publicação National Geographic, e cofinanciada pela Comissão Europeia.

Isto é muito mais interessante do que, digamos, os destinos clássicos de compras na Europa. Se bem que, por favor, venham à Europa fazer compras também, disse Lowri Evans.

A China é já o maior emissor mundial de turistas. Só no ano passado, 129 milhões de chineses viajaram para o estrangeiro – mais 5,7% do que no ano anterior -, entre os quais 13,6 milhões visitaram a Europa.

Foi estimado um aumento de 4% no número de visitantes chineses para este ano.

Segundo dados do Turismo de Portugal, nos primeiros seis meses do 2018, o número de turistas chineses em Portugal cresceu 16,5%, para mais de 171.000. O número de dormidas aumentou também em 14,4%, no mesmo período, para 272.154.