Início B2 Turismo do Centro já se contenta com quebras de 30%

Turismo do Centro já se contenta com quebras de 30%

Se o ano turístico fechar com quebras não superiores a 30% face a 2019, já será um grande alívio para a região do Centro de Portugal.

Esta é a esperança manifestada por Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, avançando que, se isto acontecer, até ao final do ano é´sinal de que o esforço já valeu a pena.

Se fossemos capazes de fechar 2020 com perdas na ordem dos 30%, comparado com 2019, seria um resultado para o qual, não estando felizes nem satisfeitos, diríamos que, pelo menos, o esforço valeu a pena, assumiu Pedro Machado.

Dados do INE do mês de Julho de 2020, comparativamente com o período homólogo de 2019, referem que Portugal está com perdas acumuláveis na ordem dos 68% e a região Centro conseguiu ter apenas cerca de 47%, ou seja, praticamente 20 pontos percentuais a menos que as perdas do acumulado nacional.

Dados que, no entender do presidente do Turismo do Centro não são um bom resultado, mas reconheceu excelentes resultados entre Julho e Agosto, uma vez que para o turismo interno, mais do que nunca, procurou a região para as suas férias.

– Apesar de a pandemia não ter trazido nada de bom, pois fecharam-se portas, nomeadamente as aeroportuárias de mercados decisivos para o Centro de Portugal como o Brasil, Alemanha, França, mas abriram-se janelas, destacou Pedro Machado.

– A janela da oportunidade de territórios como aquele onde estamos hoje, janelas de oportunidade para o turismo activo, para o cicloturismo, para a gastronomia, para a saúde e bem-estar, para muitos daqueles produtos que são o portefólio que temos com vantagem competitiva no Centro de Portugal, destacou.

Outro indicador positivo nestes últimos meses, assinalou Pedro Machado, foi o aumento da taxa média de ocupação do Centro de Portugal que andava no 1,7 ou 1,8 e a fasquia era chegar às duas noites em média e, em muitos casos, o indicador da estadia média aumentou, com casos de cinco noites nas unidades hoteleiras.

– Muitos portugueses redescobriram o seu próprio país e não só tiveram boas surpresas, como acredito que vão voltar em 2021 e em 2022 e, mais do que isso, vão recomendar aos amigos e colegas de trabalho, mas também nas redes sociais onde vão ‘instagramar’ muito daquilo que puderam observar, assegurou o responsável regional de turismo.



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