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Turismo de Lisboa quer maior harmonia entre turistas e residentes

A criação de 12 pólos turísticos, conforme preconiza o Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa 2020-2024, pretende descentralizar as visitas dos turistas criando um maior equilíbrio com os residentes da cidade.

Esta foi a tónica do discurso de Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, na apresentação pública do documento, que realçou a estratégia de criação de uma verdadeira região turística de Lisboa.

O autarca, que também é presidente da Associação Turismo de Lisboa (ATL) alertou que, Lisboa cidade, enquanto unidade capaz de oferecer experiências complementares diversificadas que lhe permitam crescer sob o ponto de vista turístico, tem um horizonte limitado, tanto pelo território como pelas ofertas que é capaz de gerar. Por isso, a necessidade de criação de várias polaridades na região, para que a cidade possa crescer de forma sustentada e, ao mesmo tempo reduzir as tensões entre o desenvolvimento do turismo e os residentes.

-Precisamos urgentemente de investir no desenvolvimento de novas polaridades, dar o salto para esta complementaridade e casar as ofertas que existem à volta de Lisboa, frisou Fernando Medina, lembrando que o turismo na região já vale 15 mil milhões de euros, contribui em 20,3% para o PIB nacional e gera 201 mil empregos. Não estamos a falar de uma coisa pequena. 15 mil milhões de euros é o equivalente a 10 vezes o que gera todo o sector do calçado no país e seis vezes as vendas da Autoeuropa, disse ainda na sua intervenção.

O presidente da CML indicou que este objectivo envolve investimentos conjuntos com outros municípios, bem como a capacidade de programar projectos em estreita parceria, com o apoio de fundos comunitários, até porque, em sua opinião, há destinos que precisam de ser colocados no mapa e que já estão contemplados no plano estratégico da região para 2024. Para além dos pólos turísticos já consolidados como são Lisboa-Centro, Belém-Ajuda, Sintra, Cascais e Ericeira, há também outros em desenvolvimento como Tejo, Lisboa-Oriente, Mafra e Arrábida, bem como alguns a potenciar e que passam pelo Arco Ribeirinho Sul, Reserva Natural do Estuário e Costa da Caparica.

Fernando Medina destacou que Lisboa precisa de cuidar e perpetuar o mais possível os efeitos positivos e benéficos do turismo, reduzindo e mitigando os aspectos negativos que resultam da actividade turística. O que denominou de sustentabilidade económica, social e ambiental, defendendo que só assim o turismo vai continuar a ser capaz de melhorar as condições de vida dos portugueses e ser compatível com as comunidades nas quais se insere.



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