Início B4 Pedro Costa Ferreira: será o Turismo a liderar a recuperação económica

Pedro Costa Ferreira: será o Turismo a liderar a recuperação económica

O 46.º Congresso Nacional da APAVT decorre até sexta-feira em Aveiro, sob o mote “Reencontro” e conta com mais de 730 pessoas ligadas ao sector, tornando-o o maior de sempre.

O presidente da APAVT iniciou a sua intervenção afirmando que o sector chega ao dia de hoje com razões para festejar e com motivos para exigir.

Razões para festejar tanta capacidade de resistência, tanto sofrimento passado, tanto desafio vencido, nunca abandonando uma característica única que uniu e justificou tudo o resto, a vontade de servir o cliente, princípio e fim de toda a nossa actividade.

Sabemos bem o que nos trouxe até aqui, disse na sua intervenção, referindo também perdas absolutamente violentas, destruição dos capitais próprios, e endividamento das empresas e dos empresários, factos que, em sua opinião, representarão pesada herança nos próximos anos.

Pedro Costa Ferreira destacou ser imprescindível que se mantenham os apoios à retoma, pelo menos, até à Pascoa, para que o sector e, assim, a recuperação do país, não morram na praia.

É assim que o apoio à manutenção do emprego tem sido fundamental, assim como o apoiar.pt se revelou da maior importância, enquanto durou; por outro lado, no caso concreto das agências de viagens, a derrogação temporária da directiva das viagens organizadas, que permitiu a gestão dos reembolsos, foi sem dúvida da maior relevância.

Pedro Costa Ferreira destacou que o sector tem conhecimento desde há muito que os apoios foram insuficientes, frequentemente tardio o momento em que ocorreram, bem como, demasiadas vezes, foram difíceis os processos administrativos de acesso aos mesmos.

Mais do que isso, todos sabemos que não poderão acabar, sob pena de inutilizarmos os esforços já desenvolvidos, transformando então fundo pedido em saco roto. Por outras palavras, é imprescindível que não permitamos que o setor, e com ele a capacidade de recuperação do país, morram na praia, por interrupção dos apoios necessários, frisou.

Falando na abertura do 46.º Congresso Nacional da APAVT, que decorre no Centro de Congressos de Aveiro, o presidente da APAVT relembrou que será o Turismo a liderar a recuperação económica, o que faz com que cada euro gasto a apoiar as empresas será rapidamente pago, com juros, ao país. Acrescentou ainda que é “mais do que justo” lembrar um conjunto de apoios que foram absolutamente fundamentais, apesar de insuficientes.

É assim que o apoio à manutenção do emprego tem sido fundamental, assim como o apoiar.pt se revelou da maior importância, enquanto durou. Por outro lado, no caso concreto das agências de viagens, a derrogação temporária da directiva das viagens organizadas, que permitiu a gestão dos reembolsos, foi sem dúvida da maior relevância.

Neste ponto, Pedro Costa Ferreira agradecer o notável trabalho que a senhora secretária de Estado do Turismo realizou, liderando o diálogo com a Comissão Europeia, e permitindo, assim, que os reembolsos aos clientes se processassem, temporariamente, através de vales.

Falando sobre a TAP, Pedro Costa Ferreira precisamos de união e sentido de estratégia, também porque teremos de nos preocupar com a defesa do ‘hub’ aéreo em Lisboa, e isso não parece possível sem a manutenção de uma TAP com dimensão.

O responsável lembrou que se vê hoje um país dividido entre quem sustenta o apoio estatal à TAP e quem o combate, acrescentando que a associação não se revê nesta simplicidade de análise.

Desde logo, porque o principal desafio do turismo português é o desenvolvimento dos mercados longínquos, que nos trarão mais território turístico e menos sazonalidade. Não cremos que tenhamos êxito nesta tarefa, se não mantivermos o ‘hub’, bem como não acreditamos que consigamos manter o ‘hub”, se não for através da TAP, afirma deixando uma pergunta: Por outras palavras, o que é mais caro? Apoiar a TAP, ou regredir dez anos no setor turístico, com todas as implicações para a economia nacional?

O responsável conclui que, enquanto país, devemos apoiar a TAP, não é isentá-la da necessidade de gestão rigorosa e resultados positivos, procurando que o apoio seja o menor possível, pelo menor período de tempo possível.



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