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O grupo de turismo com sede no Reino Unido pediu, esta segunda-feira, protecção contra falência num tribunal de Nova Iorque. A medida tem como objectivo impedir (proteger) acções de credores norte-americanos,

A notícia foi divulgada pelos media que referem ter visto os documentos legais apresentados por um escritório de advogados. Convém lembrar que o capítulo 15 da lei de falências (norte-americana) protege as empresas internacionais (diga-se, não americanas) de acções de credores norte-americanos, enquanto estas reorganizam as suas dívidas.

Informação divulgada nos media refere que a Thomas Cook confirmou a existência de uma reunião com um grupo alargada de accionistas e credores, com o objectivo de negociar o resgate de 1,1 mil milhões de libras.

A proposta em cima da mesa é de que o grupo chinês Folsun, detentor de 18% do grupo Thomas Cook, fique com 75% do negócio de operação turística e 25% do negócio de aviação, em troca de uma injecção de capital de 450 milhões de libras. Detentores da dívida e bancos (dispostos a avaliar empréstimos à Thomas Cook, concordaram em investir  o mesmo montante, ficando o restante do negócio (25% da operação turística e 75% da parte de aviação).

Esta não é a primeira vez que o fantasma da insolvência assombra o grupo. No início do ano, mais precisamente em Maio, houve rumores da falência do grupo, com as acções a terem uma queda superior a 60%. Queda que foi uma resposta à apresentação de resultados do primeiro semestre fiscal (que terminou em Março) e que apresentou um prejuízo (antes de impostos) na ordem de 1,5 mil milhões de libras e uma dívida líquida de 1,1 mil milhões de libras.