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TAP rejeita anulação do acordo com Groundforce

A TAP não só rejeitou a anulação dos contratos com a Groundforce, como também afirmou que os mesmos continuam válidos. E o mesmo quanto às obrigações da empresa de handling de pagar a primeira prestação que vence hoje, sexta-feira (30).

A “guerra” parece ter sido iniciada quando o presidente do Conselho de Administração da Groundforce, Alfredo Casimiro, decidiu avançar com a anulação do acordo com a TAP que comprou em Março os activos da empresa, por cerca de sete milhões de euros, alegando que punha em causa a sobrevivência da Groundforce e o emprego dos seus 2.400 trabalhadores.

Em comunicado, o Conselho de Administração da TAP disse estar surpreso e estupefacto com o comunicado emitido pela Groundforce, reforçando que os contratos são válidos e eficazes e a decisão de os considerar nulos emitida por uma das partes não tem força legal.

No citado comunicado pode ler-se ainda que continuam plenamente em vigor as obrigações da Groundforce para com a TAP ao abrigo dos mencionados contratos, nomeadamente o pagamento da primeira prestação de aluguer devida, que se vence amanhã, sexta-feira, dia 30 de abril de 2021.

O Conselho de Administração da Groundforce esteve reunido para votar a anulação do contrato com a TAP, que permitiu encaixar cerca de sete milhões de euros com a venda de activos da empresa.

Com o acordo, celebrado em 19 de Março, a TAP comprou os equipamentos da Groundforce por cerca de sete milhões de euros, uma solução de curto prazo, que permitiu resolver os problemas mais urgentes da empresa, como pagar os salários de fevereiro e março em atraso aos 2.400 trabalhadores, enquanto não existe uma solução para as restantes verbas de que necessita, para fazer face aos prejuízos causados pela pandemia.

Este acordo, que prevê também que a Groundforce pague 461.762 euros mensais à TAP pelo aluguer dos equipamentos que necessita para a operação e que a companhia lhe comprou, foi alcançado com os votos favoráveis dos dois administradores da Groundforce nomeados pela TAP, a que se juntou o presidente executivo da empresa de ‘handling’, Paulo Neto Leite, que entretanto, em 05 de Abril, foi destituído do cargo de CEO e substituído no cargo por Alfredo Casimiro, mas que se manteve como administrador não executivo.



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