Início B1 TAP: reestruturação impõe redução de mais de 4 mil trabalhadores e salários

TAP: reestruturação impõe redução de mais de 4 mil trabalhadores e salários

Para evitar o fim da companhia aérea, a administração da TAP diz ser necessário um forte e transversal corte de custos com vista a fazer face ao plano de reestruturação que será apresentado no início de Dezembro em Bruxelas.

O plano de reestruturação da TAP passa por estratégias como uma forte redução de trabalhadores e o corte de massa salarial em 25% que abrange todo o grupo, de modo a baixar os custos fixos.

Estas foram as grandes medidas anunciadas pela empresa aos sindicatos, no âmbito da ronda de reuniões que decorreu sexta-feira, e nas quais participaram Ramiro Sequeira, presidente executivo interino, Miguel Frasquilho, presidente do conselho de administração, e o director dos recursos humanos, Pedro Ramos. A empresa está também a contar com o apoio da consultora BCG.

A empresa não adianta números, no entanto, os sindicatos do sector apontam para um corte de quase 3 mil postos de trabalho. No entanto, este número deve somar-se a despedimentos de cerca de 1.600 trabalhadores contratados a termo que desde Abril de 2020 até Março de 2021 não renovaram ou renovarão, o que totaliza uma redução de 4.600 num universo de quase 11.000 trabalhadores em Janeiro de 2020.

A administração esteve reunida com os sindicatos do pessoal de terra e do pessoal navegante para anunciar a estratégia de sobrevivência para evitar o fim da TAP.

Em cima da mesa esteve também uma transformação da dimensão da empresa, com uma redução do número de aviões para cerca de 85 em 2021, sendo que a este número juntam-se os 15 cuja data de entrega foi renegociada com os fabricantes e já adiada.

O plano de reestruturação da transportadora aérea portuguesa, elaborado pela consultora Boston Consulting Group (BCG), no âmbito do apoio estatal de 1,2 mil milhões de euros, tem de ser entregue à União Europeia até 10 de Dezembro.



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