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TAP passa a 11 administradores liderados por Christine Ourmières-Widener

A TAP já tem escolhida uma nova administração. Ao todo, são 11 os nomes que compõem agora a lista de administradores da empresa, ao contrário dos anteriores sete.

Como o Opção Turismo já tinha noticiado, Miguel Frasquilho é um dos que está de saída, para ser substituído como chairman’ por Manuel Beja. Mas quem vai mandar na companhia é Christine Ourmières-Widener, de 56 anos, que já liderou empresas do sector como a britânica Flybe e irlandesa CityJet.

Da actual administração da TAP, após a saída de vários membros mantêm-se apenas três: Ramiro Sequeira, até aqui presidente executivo interino, que volta a assumir o cargo de director de operações; Alexandra Reis, que, em 2020, substituiu David Pedrosa na comissão executiva da companhia aérea; e José Manuel Silva Rodrigues, indicado pela ‘holding’ de Humberto Pedrosa, que ainda é accionista da TAP.

Todos os restantes serão caras novas na administração da transportadora aérea portuguesa, encabeçada pela francesa Christine Ourmières-Widener.

À comissão executiva junta-se João Weber Gameiro, como administrador financeiro, vindo do BBVA em Portugal, e Silvia Mosquera, que será a directora comercial, e que conta já com um longo percurso na aviação – Clickair Airlines, Vueling, Iberia Express e Avianca.

De acordo com a informação que consta do site da companhia, para a presidência do Conselho Fiscal é proposto o nome da Baker Tilly, PG & Associados, SROC, S.A. e para o mesmo órgão são propostos para vogais os nomes de Sérgio Sambade Nunes Rodrigues, Maria de Fátima Damásio Geada e José Manuel Fusco Gato (vogal suplente).

A informação diz ainda que para a Mesa da Assembleia Geral é proposto o nome de António Macedo Vitorino (presidente) e David Fernandes de Oliveira Festas (vice-presidente) e para a Comissão de Vencimentos são propostos os nomes de Pedro Miguel Nascimento Ventura, Tiago Aires Mateus e Luís Manuel Delicado Cabaço Martins.

A nova administração conta ainda com cinco membros não executivos: Silva Rodrigues; Patrício Ramos, até agora gestor na Boston Consulting Group (a consultora que elaborou o plano de reestruturação da TAP); Ana Lehmann, antiga secretária de Estado da Indústria e actualmente membro de várias organizações ligadas à inovação; Gonçalo Pires, fundador do fundo de reestruturação de empresas Adamastor Investments; e João Duarte, o tripulante de cabine que foi eleito para representar os trabalhadores da empresa na administração.

A assembleia-geral da TAP, na qual serão eleitos os novos administradores, está marcada para dia 24 de Junho.

Frasquilho diz sair com consciência de dever cumprido

O presidente cessante do Conselho de Administração da TAP afirmou sair com a tranquilidade do dever cumprido, numa carta de despedida aos trabalhadores da empresa aérea, explicando que a saída resulta da falta de conjugação de vontades para continuar entre o próprio e o Estado.

-Sairei com a tranquilidade do dever cumprido, de ter sido sempre leal à TAP, ao Estado português, como seu accionista de referência, e a Portugal, expressou.

Na missiva, Miguel Frasquilho agradeceu aos contribuintes portugueses que, com os seus recursos, numa altura particularmente difícil do país, viabilizaram a sobrevivência da TAP, permitindo trabalhar em prol de um futuro que, tenho toda a confiança nisso, tem todas as condições para ser risonho.

No último ano e meio, marcado pela pandemia, Frasquilho sublinhou que as prioridades foram as de salvar a TAP, o maior número possível de postos de trabalho e, através do duríssimo, mas indispensável Plano de Reestruturação entregue em Bruxelas, procurar garantir o futuro, a sustentabilidade e a rentabilidade da TAP.

Entretanto, o Governo considera que o desempenho de Miguel Frasquilho como chairman da TAP foi positivo, mas preferiu mudar todos os administradores não executivos da companhia aérea. A explicação foi dada pelo ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

– Vamos entrar numa nova fase da vida da TAP, com o plano de reestruturação prestes a ser aprovado — esperamos nós — em Bruxelas, no início da recuperação económica e a nossa opção foi iniciar esta nova fase com uma nova equipa. Foi uma opção. Quisemos refrescar os órgãos sociais da empresa, disse.



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