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Siza Vieira defende TAP e apela a novo aeroporto

Estavam programados dez minutos de conversa, mas na verdade, o encontro entre Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, e o ministro da Economia Siza Vieira, prolongou-se no tempo trazendo a debate um conjunto de questões que marcam a atualidade e as preocupações do setor do turismo.

Esta incapacidade de tomarmos uma decisão relativa ao novo aeroporto é absolutamente vergonhosa. Existirão sempre prós e contras, seja qual for a decisão, mas é incontornável que é mesmo preciso ter um novo aeroporto, confidenciou o ministro da Economia. Recordando que quando o primeiro-ministro, António Costa, assumiu o poder já existia uma decisão para criar uma nova estrutura no Montijo pelo que não existia necessidade de estudar mais o assunto.

Mas depois uma câmara municipal que bloqueou a decisão. É preciso mudar a legislação para que um município deixe de ter poder para parar este processo. Foram anos perdidos e espero que sejamos capazes de mudar esta situação, acrescentou.

Mas as preocupações quanto à falta de decisões no que respeita ao transporte aéreo não se ficam por aqui. O titular da pasta da economia mostrou-se um acérrimo defensor da importância da TAP para o país bem como da sua viabilização.

O apoio que agora está em cima da mesa para a reestruturação da TAP deve, de acordo com Siza Vieira, ser visto como um investimento num ativo para o país e que se não o fizermos vamos lamentar mais tarde, como o fazemos agora em relação a algumas empresas que deixámos que desaparecessem.

Somos quase uma ilha, muito dependentes do transporte aéreo. Cerca de 95% das pessoas que entram e saem do país, fazem-no por via aérea. Se deixássemos a TAP morrer, o que diria um americano de ter de ir apanhar o avião a Madrid para regressar a casa?, alertou o ministro.

A par da importância das ligações, Siza Vieira salientou também o peso da transportadora aérea nacional na balança comercial nacional. Em 2019, o peso nas exportações foi de 2%. O desaparecimento da TAP tinha um impacto imediato na balança comercial, defendeu.



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