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Selo Clean & Save vai ser também atribuído ao AL, assegura Luís Araújo

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O presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, assegurou que a atribuição do selo ‘Clean & Save’ vai chegar também ao Alojamento Local (AL), como acontecerá igualmente com outros sub-sectores do turismo onde constam o rent-a-car, o golfe, a restauração e um cem número de operadores turísticos que estão no terreno, que precisam e percebem a sua importância.

Luís Araújo, que falava numa webinar promovida pela ALEP (Associação do Alojamento Local em Portugal) disse que isto só ainda não aconteceu porque este sector não está registado na plataforma do Turismo de Portugal, ou seja, no Registo Nacional do Turismo, mas sim no Balcão do Empresário, portanto, a informação não depende de nós, disse.

No entanto, o responsável acredita que este problema deverá ser resolvido ainda esta semana, até porque o tempo joga contra nós. Quantos mais e quanto mais depressa nos mentalizarmos dos requisitos que temos que implementar, mais depressa conseguimos ganhar confiança.

– O que estamos a fazer é trabalhar em conjunto com a AMA e a CAE para implementar estes requisitos o mais depressa possível também para as unidades do alojamento local, rent-a-car, golfe e um cem número de operadores turísticos que estão no terreno e precisam e percebem a importância deste selo, realçou Luís Araújo.

Por outro lado, o presidente do Turismo de Portugal destacou que temos de banalizar o selo, mas a responsabilidade que trás a cada empresa tem de ser de todos. Não podemos ter metade das empresas com o selo e a outra metade não, porque aí estaríamos a passar a mensagem errada.

Luís Araújo lembrou que a ALEP garantiu que já adoptou um manual de boas práticas, mas ressalvou que isto não acaba com a atribuição do selo, antes pelo contrário, até porque este é o primeiro passo. O objectivo aqui é que haja o máximo de informação e o máximo de colaboração. Nós até defendemos que antes da confiança em viajar para Portugal existe a necessidade de viajar. Portanto, quantos mais países adoptarem este tipo de técnica e de estratégias, melhor é para o sector e para todos os destinos porque aí estaremos todos em pé de igualdade. Ou seja, quantos mais países o aplicarem melhor será para nós.

No continente, no geral, as unidades de alojamento local permanecem abertos, na Madeira estão em regime de suspensão e nos Açores vai variar de ilha para ilha a data da reabertura.

O selo Clean & Save surgiu, segundo o responsável, da necessidade de inspirar confiança para o sector, confiança interna de nós termos a certeza que podemos abrir com o mínimo de condições para receber as pessoas e de não estimular o contágio, e por outro lado confiança do exterior, dos operadores, dos nossos parceiros e dos turistas. Precisávamos de alguma coisa que juntasse tudo isto e o que fizemos foi, em conjunto com a DGS e a CTP pensámos na possibilidade de elencar um conjunto de regras que garantam segurança a espaços que vão ser frequentado por pessoas, trabalhadores e uma multiplicidade de fornecedores, o que não é fácil.

Luís Araújo explicou que a nossa preocupação foi criar regras que fossem simples e de aplicabilidade prática por qualquer área do sector do turismo. É uma declaração voluntária por parte dos empresários, portanto são eles que se comprometem com aqueles requisitos e com a sua aplicação no estabelecimento.

É totalmente grátis, mas o que pedimos é que o empresário que declara que é clean & save (regras de higiene e limpeza, de procedimentos com comunicação, formação dos colaboradores e organização dos espaços), cumpra essas regras. E ao Turismo de Portugal e à ASAE compete-nos fiscalizar que essas regras são cumpridas. O seja, o que vamos fazer agora são vistorias e avaliações se as empresas estão ou não a certificar e a garantir se o selo é ou não implementado, disse.

Recorde-se que o selo Clean & Save foi lançado para três áreas específicas do turismo; empreendimentos turísticos, animação turística e agências de viagens, porque, segundo Luís Araújo são essas é que estão registados na plataforma do Turismo de Portugal, ou seja, no Registo Nacional do Turismo.

Não negou que o nosso objectivo é que seja o mais abrangente possível, porque só assim é que poderemos criar massa crítica e confiança lá fora. O facto de termos um único selo que permite dizer que Portugal está preocupado, que os empresários são responsáveis e que estamos a tomar medidas para prevenir a propagação do vírus, é algo que quantos mais, melhor. Portanto, não faria sentido não incluir o Alojamento Local.

Mas o selo é o básico, alertou o presidente do Turismo de Portugal, para acrescentar que aquilo que muitas associações estão a fazer e que muitas empresas estão a desenhar para acrescentar mais a este básico, é muito importante. E acrescentou que o facto de termos o selo, depois termos manuais de boas práticas que definem regras com mais detalhes e ainda mais exaustivas relativamente à sua actividade, e finalmente podermos ter certificações formais e legais sobre a actividade é algo que acrescenta mais valor e ainda mais confiança, concluiu.



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