Início Opção Turismo Segurança e confiança

Segurança e confiança

O anúncio da descoberta de uma vacina anti-covid com um grau de eficácia de 90%  é um fio de luz que se vislumbra no fim deste túnel que se tem mantido em plena escuridão há demasiado tempo, e a esperança de se poder viajar brevemente em segurança e com confiança.

A divulgação de semelhantes ou mais promissores resultados de outros laboratórios candidatos perspectiva o combate mundial ao espectro do vírus, aumentando o sentimento de segurança logo que seja iniciado o processo de vacinação composto por duas doses com intervalo superior a 20 dias entre uma e outra.

Todos devem concordar que os profissionais de saúde devem ser os primeiros a receber a vacina; muitos países enfrentarão dilemas de primazia: em primeiro lugar os que foram infectados, ou garantir a imunização aos mais novos que resistiram a qualquer contágio? Os reformados ou os que estão no activo?

A medição da temperatura é uma medida adoptada por muitos organismos e aeroportos. Mas será suficiente? Basta uma constipação para potenciar o aumento de temperatura corporal.

Podemos errar na nossa apreciação, mas não temos conhecimento de que sejam exigidos testes negativos a quem entra e quem sai dos países. Agora, tardiamente, foi noticiado que a Espanha passou a exigi-los à entrada.

Quanto a nós, todos os pontos fronteiriços e aeroportos deviam exigir a apresentação de declaração de resultado negativo doenças infecciosas a quem por lá passa. E lá para o meio do ano de 2021, quando efectivamente for disponibilizada a vacina, a exigência de prova de vacinação nas duas fases. Só assim se trava a transmissão do contágio.

Coloca-se agora a questão de estudar o mercado que mais rapidamente retomará o hábito de viajar, que novas características e preocupações terá, quais as suas expectativas, e como lhe fazer chegar o bilhete de identidade do destino.

A forma mais rápida é a tecnologia, embora ela não faça tudo. Na realidade, a maior parte do trabalho tem que ser feito pelos territórios receptivos, desde as políticas nacionais até ao empenho das autarquias na transformação dos seus territórios em destinos preferidos pelo mercado turístico.

Não basta publicitar um selo SAFE & CLEAN. É necessário mostrar o que efectivamente foi e está a ser feito a nível local.

Luís Gonçalves



Mais notícias em OPÇÃO TURISMO Siga-nos no FaceBook , Instabram ou no Twitter

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here