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Ryanair em ‘guerra aberta ’ com UE sobre apoios às companhias aéreas

A transportadora aérea low cost Ryanair mantém ‘guerra aberta’ com a União Europeia no que respeita a apoios às companhias aéreas ditas de bandeira que têm passado por grandes dificuldades face à redução do tráfego desde o início da pandemia.

Agora é a hora de a Comissão Europeia parar de ceder às políticas de resgate ineficientes dos governos nacionais e começar a proteger o mercado único, o maior activo da Europa para a recuperação económica futura, diz a Ryanair, considerando que a abordagem cobarde da Comissão Europeia em relação aos auxílios estatais desde o início da crise da Covid-19 permitiu aos Estados-membros assinarem cheques indefinidos às suas ineficientes e `zombie` transportadoras, em nome do enfraquecido prestígio nacional.

A transportadora low cost considerou que os mais de 30 mil milhões de euros que foram dados em apoios estatais às companhias de bandeira da UE vão distorcer a igualdade de condições na aviação da UE nas próximas décadas, dando às companhias aéreas nacionais, cronicamente ineficientes, vantagem em relação aos concorrentes de baixo custo.

– A Ryanair é uma companhia aérea verdadeiramente europeia. Não temos um país natal rico e poderoso para nos subsidiar em tempos de dificuldade. Nem queremos ajuda discriminatória, sublinhou a companhia.

Foram várias as acções interpostas pela Ryanair na primeira instância do Tribunal Europeu de Justiça contra ajudas estatais aprovadas pela Comissão Europeia à aviação em altura de crise gerada pela pandemia da Covid-19.

Uma dessas acções, para a qual está esperado um acórdão nas próximas semanas, diz respeito à TAP e foi interposta em 22 Julho de 2020 com a argumentação de que este apoio português viola o tratado europeu e as regras concorrenciais.

Com essa acção, o objectivo da companhia irlandesa de baixo custo era que fosse anulada a decisão de 10 de Junho de 2020, quando o executivo comunitário deu ‘luz verde’ a um auxílio de emergência português à TAP, um apoio estatal de 1,2 mil milhões de euros para responder às necessidades imediatas de liquidez dada a pandemia da Covid-19.



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