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Rita Marques: Importa financiar projectos que possam fixar o turista por mais tempo

Mais do que suportar ou financiar um projeto isolado nos territórios do interior, importa sobretudo suportar narrativas, trilhos, caminhos e rotas que possam garantir a fixação do turista mais tempo nestes territórios. Nós não queremos uma abordagem do ‘toca e foge’, queremos uma abordagem mais holística, mais completa, afirmou a secretária de Estado do Turismo, na sua intervenção durante a cerimónia de assinatura dos contratos de financiamento para a criação de uma rota turística a partir do património mineiro dos concelhos do Fundão e da Covilhã.

Ainda na mesma ocasião, que teve lugar nas Minas da Panasqueira, na Barroca Grande(Covilhã), Rita Marques salientou que o projecto, financiado no âmbito do programa “Valorizar”, tem um valor global superior a 890 mil euros e será desenvolvido pelas autarquias do Fundão e da Covilhã.

O grande objectivo do projecto é transformar o passivo mineiro numa oportunidade para o território que está no interior do interior de Portugal. Uma região que, tal como destacou a governante, ainda regista uma média de permanência turística, abaixo das 2,7 noites da média nacional, mas que este ano ganha uma oportunidade redobrada e um balão de oxigénio, face à maior procura de espaços menos populosos que se regista em virtude da pandemia.

Rita Marques, ao analisar o projecto de criação de uma rota turística no couto mineiro da Panasqueira, prometeu regressar para participar na actividade “Mineiro por um dia”, que integra o projecto.

A rota terá ainda vários quilómetros de percursos pedestres, a possibilidade de visita de galerias inativadas das Minas da Panasqueira, bem como a requalificação da antiga lavaria do Cabeço do Pião (Fundão) e do antigo refeitório dos mineiros (Covilhã), espaços que vão acolher dois centros interpretativos da história mineira.

Destaque-se que este projeto constitui um “marco” por envolver as duas autarquias vizinhas, com um território comum e por também envolver a comunidade local, que já vai na 11ª geração mineira, pelo que há que preservar a memória de tantos milhares de mineiros, vital neste processo.

Não há rota mineira da Panasqueira se os mineiros não estiverem na primeira linha daquilo que possam ser os guias ou as experiências associadas a este processo.



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