A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, espera que em termos de receitas turísticas, em 2022 ou 2023 se consiga voltar aos valores do último ano. Mas é preciso pensar além das receitas e fazer com que o ano de 2020 seja encarado como uma janela de oportunidade. É necessário reposicionar o destino Portugal e subir uns furos na cadeia de valor.

Mas, sem redução de preços. A pressão para reduzir preços não está alinhada com esta tendência. Portugal tem vindo a construir uma imagem sólida que recentemente foi até reconhecida internacionalmente como a melhor do mundo, disse.

Em entrevista ao jornal Expresso, Rita Marques declarou que até ao final de Setembro, o sector turístico nacional perdeu 7,7 mil milhões de euros de receitas. Em valores, o país recuou dez anos, mas confia que Portugal vai recuperar até 2023 e subir a qualidade da oferta.

A governante assegurou que uma vez que a retoma ocorrerá, provavelmente, no segundo semestre do próximo ano, as medidas já anunciadas vão perdurar, pelo menos, até ao final de Junho, destacando-se o apoio à manutenção dos postos de trabalho, que será melhorado, e o apoio à tesouraria – Apoiar.pt -, que foi reforçado de 750 para 900 milhões de euros. Neste momento estamos também a trabalhar num pacote de medidas para a capitalização das empresas, porque sabemos que há uma deterioração muito relevante nos capitais próprios na sequência da pandemia. Por outro lado, especificamente na área do turismo, vamos continuar a apostar no investimento no futuro do sector e recordo que, muito recentemente, foi anunciada uma linha de apoio à qualificação da oferta.

Para a secretária de Estado do Turismo, a vacina é um balão de esperança. Os planos de vacinação, em Portugal e na Europa, dão ao turismo a confiança suficiente para acreditar que a Páscoa vai marcar o início de uma fase com um maior fluxo turístico. Como exemplo, logo que foi anunciado o início da vacinação no Reino Unido foi possível verificar um acréscimo das reservas. Reconheço, em contraponto, que o primeiro trimestre de 2021 vai ser ainda duro para todo o sector.

Na entrevista, Rita Marques falou da iniciativa ‘IVAucher’, destacando que está vertida no Orçamento do Estado e está agora a ser regulamentada. Mas, apesar de ser apenas operacionalizada no segundo trimestre, começa já a funcionar para todas as despesas a partir de dia 1 de Janeiro. Conforme adiantou, é também intenção do Governo reactivar, muito em breve, outra medida de incentivo ao turismo interno, a campanha ‘Visitar Muito por Pouco’, que oferecia experiências e serviços com descontos e que, entretanto, foi suspensa, por estar condicionada ao evoluir da pandemia.

A secretária de Estado não esqueceu também a importância da TAP associada ao crescimento do turismo em Portugal. Neste caso realçou que a companhia aérea tem sido um parceiro absolutamente fundamental, em especial nas ligações de longo curso, como Brasil, África e Estados Unidos. Os dados indicam que 45% de todos os passageiros que aterram em Portugal viajam com a TAP, que também é essencial para os Açores e Madeira, tanto para o mercado turístico nacional como internacional. Posto isto, quero acreditar que, no futuro, a TAP vai continuar a ajudar e a apoiar a estratégia que gizamos para o turismo, independentemente da reestruturação. Uma TAP forte é fundamental para o turismo português.



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