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Região de Lisboa cria ofertas para atrair residentes e portugueses

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A Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa (ERT-RL) vai disponibilizar vários pacotes de experiências a preços mais em conta para dinamizar o mercado interno e atrair turistas residentes em Portugal, na capital e na própria região, tendo em vista os prejuízos causados no sector do turismo pela pandemia da Covid-19. Tudo isto, aliado a uma campanha de promoção. Vai custar ao todo cerca de 600 mil euros.

O programa de incentivo foi anunciado esta terça-feira (16) pelo presidente da Entidade Regional, Vítor Costa.

Trata-se de um conjunto de pacotes, a preços baixos para incentivar os portugueses e os residentes a visitarem e conhecerem a região, numa altura em que as empresas ligadas ao sector do turismo enfrentam diversas dificuldades por falta de clientes, designadamente estrangeiros, que nos últimos anos contribuem para a grande fatia da procura de toda uma grande diversidade de ofertas que esta região possui.

A actividade turística neste ano de 2020 vai estar muito dependente do mercado interno, ressalvou Vítor Costa na apresentação do projecto, que decorrerá nos meses de Julho, Agosto e Setembro deste ano, composto por 2 programas, um para quem não vive na região e outro para quem é residente.

Para quem não vive na região foram criadas ofertas, que incluem estadia. Neste âmbito, os pacotes incluem 2 noites num hotel, para 2 pessoas, um cartão Lisboa Card para cada pessoa (que permite circular gratuitamente durante um dia nos transportes públicos) e duas experiências para conhecer a região que podem ser: percurso de arte urbana, jantar numa casa de Fado, um passeio por Lisboa Antiga a Pé, um Passeio de barco para observação de golfinhos no Sado, visitar uma adega/ Enoturismo, passeios a Mafra, Cabo da Roca, Sintra e Cascais. Neste pacote, os preços totais apresentam-se entre os 160 euros para duas pessoas até aos 240, dependendo da categoria do alojamento.

Para os residentes na região, por 20 euros vai ser possível fazer um circuito guiado pela arte pública de impacto internacional no Bairro Padre Cruz e na Quinta do Mocho, descobrir segredos num passeio a pé com guia pela Lisboa Antiga, passear no Sado para ver os golfinhos, ou ir a uma adega em regiões como Palmela, Azeitão, Colares ou Bucelas. Além disso, é possível ir jantar e assistir a um espectáculo numa casa de Fados por 25 euros.

Estas propostas, que estarão disponíveis já a partir do final de Junho no site www.visitlisboa, e numa central de reservas que está a ser criada, vão ser acompanhadas por uma campanha de promoção em vários meios de comunicação social em Portugal.

Ainda este mês vão chegar às televisões, e outros meios, campanhas para promover estas ofertas.

Vítor Costa explicou que este programa de dinamização, que nasce de um trabalho conjunto entre a comissão executiva da ERT e as empresas sediadas na região, tem como objectivo, por um lado, aprofundar a relação dos turistas nacionais com a região, e por outro ajudar as empresas do sector neste período difícil.

– Todos os esperamos que comece a haver alguma dinâmica na retoma, mas é uma retoma difícil e estamos todos à espera para perceber o que é vai acontecer, nomeadamente em Julho, quando as ligações aéreas voltarem a operar com alguma dinâmica, destacando a grande dependência de Lisboa, da área metropolitana e até do país, dos mercados internacionais.

Estamos a entrar numa fase em que temos de pôr a cabeça de fora e esperar que haja alguma dinâmica. E aqui será fundamental o turismo interno, afirmou.

Para este projecto, que custará ao Turismo de Lisboa entre 550 mil e 600 euros, cerca de 300 mil euros vão ser canalizados para a campanha promocional, nos meios de comunicação e canais online. O restante será para ajudar as empresas, quer de animação turística (150 mil euros) que vão levar a cabo os passeios, quer as casas de Fado (entre 100 e 150 mil euros), uma vez que os preços dos pacotes estão abaixo do habitualmente praticado. Quanto às expectativas para a procura por estes pacotes, Vítor Costa não se quis adiantar números.

– Acreditamos que temos aqui propostas que são bastante atractivas e adaptadas ao turista nacional. O turismo só funciona se tivermos um mercado interno, sublinhou ainda Vítor Costa.

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