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Mais de 500 figurantes nacionais e estrangeiros participam, no fim de semana, na 15.ª recriação histórica do cerco de Almeida, ocorrido em 1810 durante a terceira Invasão Francesa.

O número de recriadores no evento deste ano vai ultrapassar os 50″, sendo os estrangeiros oriundos de Espanha, Inglaterra e França.

A edição deste ano, em comparação com as anteriores, vai ter um maior número de recriadores históricos, assumindo-se o evento como o grande cartaz de Almeida. Isto, porque Almeida está a ser mais procurada pelos turistas nesta altura.

Assim, neste fim de semana, durante a 15.ª recriação histórica do cerco de Almeida, que evoca o acontecimento que levou à capitulação daquela praça-forte a 28 de agosto de 1810, devem passar por aquela vila fronteiriça 30 mil pessoas de vários pontos do país e também de Espanha.

As actividades incluídas no programa do cerco da vila de Almeida, localizada junto da fronteira com Espanha, no distrito da Guarda, começam hoje (23), sexta-feira, com a realização do 13.º Seminário Internacional de Arquitectura Militar subordinado ao tema “Soberanias Europeias e Fortalezas Abaluartadas”.

O seminário vai decorrer até sábado, no Centro de Estudos de Arquitectura Militar, com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros.

O programa inclui ainda, entre outras iniciativas, a realização de um mercado oitocentista, um acampamento histórico militar e espectáculos musicais.

As recriações históricas mais relevantes ocorrem pelas 23:00 de sábado, com o cerco à praça-forte pelas tropas de Massena e a explosão do castelo e, no domingo, a partir das 11:00, com o assalto à fortaleza, nas Portas de São Francisco.

As actividades que evocam as Invasões Francesas de 1810 estão integradas na estratégia municipal de candidatura da vila de Almeida a património mundial, no âmbito da inscrição das “Fortalezas Abaluartadas da Raia”, que está a ser realizada em parceria com os municípios de Valença, Elvas e Marvão.

A antiga praça-forte de Almeida, construída nos séculos XVII e XVIII, é considerada uma “joia” da arquitectura militar abaluartada.