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Receitas da ANA Aeroportos caíram 600 milhões de euros em 2020

A ANA – Aeroportos de Portugal perdeu o ano passado, em que a Covid-19 conduziu o sector da aviação a uma crise sem precedentes, mais de 600 milhões de euros de receitas face a 2019.

A concessionária dos aeroportos portugueses, que em 2019 gerou receitas de quase 900 milhões de euros, registou em 2020 uma queda de 68% para apenas cerca de 290 milhões.

De acordo com os resultados de 2020 do grupo Vinci, divulgados na passada sexta-feira, a gestora dos aeroportos nacionais contribuiu com 29% para as receitas da Vinci Airports.

O sector da aviação civil foi um dos mais penalizados pela Covid-19 em 2020. A maioria das companhias aéreas suspenderam milhões de voos e, nem no Verão, quando a pandemia deu algumas tréguas, os voos realizados chegaram a níveis próximos de 2019. Por isso, para as gestoras aeroportuárias o ano foi também de perdas acentuadas.

No final de Janeiro, a ANA- Aeroportos indicou que ia recorrer, a partir de 1 de Fevereiro, à medida de apoio à retoma e irá, no primeiro mês de aplicação, reduzir o tempo de trabalho em 20%, segundo o presidente executivo do grupo.

Numa mensagem aos trabalhadores da empresa, a que a Lusa teve acesso, Thierry Ligonnière explicou que, tendo em conta os impactos que a pandemia está a ter no tráfego aéreo, informou a Comissão de Trabalhadores e as organizações sindicais da decisão da ANA de utilizar, a partir de 1 de Fevereiro, a medida governamental de apoio à retoma da actividade, que está em vigor desde 15 de Janeiro.

De acordo com o gestor, no primeiro mês de aplicação desta medida, que decorrerá até ao final de Junho, haverá uma redução uniforme de 20% do tempo de trabalho a todas as equipas, com excepção das funções de direcção (que serão mobilizadas a tempo inteiro para esta implementação) e dos trabalhadores com horários em escala (devido à dificuldade de organização e comunicação das escalas em tempo útil).

Thierry Ligonnière revelou ainda que esta medida será reavaliada e alargada no mês seguinte, prevendo-se a sua aplicação às áreas operacionais (horários em escala).

O presidente da ANA informou também que a cada mês as equipas de gestão vão avaliar as necessidades reais da empresa em termos de tempo de trabalho, a fim de definir os níveis de redução para todas as suas equipas, seja em horários regulares ou por turnos, assegurando que a lei permite que esta redução seja modulada em função das necessidades.

Como o Opção Turismo já tinha noticiado, em meados de Janeiro a ANA comunicava os resultados do tráfego aéreo em 2019. Pelos aeroportos portugueses passaram 17,9 milhões de passageiros, o que corresponde a uma quebra de 69,6% face ao ano anterior.

O aeroporto de Lisboa foi a infra-estrutura por onde passou o maior número de passageiros: 9,2 milhões de pessoas. Depois de em 2019, terem passado pelo aeroporto Humberto Delgado quase 30 milhões de pessoas, o valor alcançado em 2020 reflecte uma queda de 70,3%. Pelo aeroporto de Faro passaram no ano passado 2,2 milhões de passageiros, menos 75,5% face a 2019.

O aeroporto do Porto movimentou 4,4 milhões de pessoas, menos 66,2%. Pelos aeroportos da Madeira passaram 1,1 milhões de pessoas, uma quebra de 65,2%. E pelos aeroportos dos Açores passaram 896 mil passageiros, menos 63,6% que em 2019.



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