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Ramiro Sequeira: reestruturação da TAP é viável, realista e sustentável

Ramiro Sequeira defendeu esta terça-feira que plano de reestruturação da TAP é viável, realista e sustentável, mas alertou que a aviação como a conhecemos, não voltará.

– O mundo como o conhecemos, a aviação como a conhecemos, não voltará. A procura não vai existir ao nível de 2019, afirmou o presidente executivo da TAP no Parlamento.

Ramiro Sequeira indicou que até hoje mais de 300 candidaturas às modalidades voluntárias aceitaram a redução de custos laborais. Entre medidas disponibilizadas para a adesão voluntária e negociação estão reformas antecipadas, pré-reformas e licenças sem vencimento. O prazo de adesão só termina a 14 de Março, mas o gestor considera que a resposta tem sido positiva. Na sequência dos acordos de emergência assinados com os sindicatos, estima-se que a necessidade de redução do número de trabalhadores seja de 800.

Ramiro Sequeira defendeu que o plano de reestruturação da TAP é viável, realista e sustentável até porque se optou por fazer um plano que não fosse optimista, face aos dados da evolução da procura.

Para o gestor esta é a oportunidade para transformar a empresa e garantir a sua sustentabilidade. E isso passa pela renegociação dos acordos de empresa, para além dos acordos de emergência, para reestruturar a massa salarial e a produtividade, mas também por uma política rigorosa com os fornecedores, de desperdício zero.

Por outro lado, Ramiro Sequeira não afastou o interesse de um grande grupo de aviação pela empresa que só acontecerá se a TAP tiver as contas equilibradas.

A TAP  sublinhou que não ficou à espera do apoio do Estado, tendo tomado logo medidas para reduzir custos, entre os quais a diminuição de rotas e ofertas e a renegociação com os fornecedores e com a Airbus, para adiar entrega de aviões, para além da venda de aeronaves. Do lado da receita, realçou a aposta na carga, com a reconversão de aviões, que permitiu 11 milhões de euros de receitas adicionais no ano passado.

– O esforço, necessário para garantir a sobrevivência e sustentabilidade da TAP, é repartido por todos os trabalhadores, fornecedores e demais parceiros, afirmou ainda Ramiro Sequeira. Se do lado dos custos com pessoal estão previstos cortes de 1,4 mil milhões de euros, do lado de custos operacionais as poupanças são da ordem dos 1,3 mil milhões de euros, com optimização dos custos operacionais em ajustes financeiros com frota, bem como de 200 a 225 milhões de euros por ano em negociação com outros fornecedores.

Lembra que a TAP identificou um excesso de 3.000 trabalhadores (considerando a expectativa de operação para 2021 abaixo dos 30%) que baixou para 2.000 com o objectivo de ter uma dimensão que permita preparar a retoma, número que baixou para 800 na sequência dos acordos de emergência assinados no início de Fevereiro.

Para além dos trabalhadores e dos custos operacionais, a TAP também está preparada para ser questionada pela Comissão Europeia sobre os slots (reservas para voos em cada aeroporto). Vamos tentar proteger o máximo do que é importante para a TAP manter o hub, afirmou, para garantir que as questões de segurança têm sido salvaguardadas.

O gestor assegurou que apesar de todos os constrangimentos, a TAP não vai ser pequenina. Terá 88 aviões de passageiros e mais três para carga. São 91 aviões, mais do que tinha em 2015.

 



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