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Quebra sem precedentes nos turistas não residentes

Segundo as “Estatísticas do Turismo 2020” do Instituto Nacional de Estatística (INE), Espanha manteve-se como o principal mercado emissor de turistas internacionais, com uma quota de 28,5%, tendo registado um decréscimo de 70,5% em 2020.

No entanto, Portugal registou uma quebra sem precedentes no que concerne a turistas não residentes em 2020. Nesse ano, o país recebeu apenas 6,5 milhões de turistas não residentes. Ou seja, uma quebra de 73,7% face ao ano anterior resultante da pandemia.

Considerando os estabelecimentos de alojamento turístico (hotelaria, alojamento local e turismo no espaço rural/habitação), registaram 10,4 milhões de hóspedes e 25,8 milhões de dormidas, tendo os proveitos totais ascendido a 1,4 mil milhões de euros e os de aposento a 1,1 mil milhões de euros.

Mesmo assim, em 2020, os residentes em Portugal realizaram 14,4 milhões de deslocações turísticas, o que correspondeu a um decréscimo de 41,1%.

Neste ano, 39,0% da população residente em Portugal efetuou pelo menos uma viagem turística, o que representou uma diminuição de 14,1 pontos percentuais face a 2019, correspondendo a 4,0 milhões de indivíduos (menos 1,4 milhões de turistas em comparação com 2019).

De acordo com o “Inquérito à Permanência de Hóspedes” na hotelaria e outros alojamentos nos estabelecimentos de alojamento turístico, o proveito médio por dormida diminuiu 9,4% e atingiu 41,7 euros.

Ainda segundo a nota do INE, o segmento da hotelaria (peso de 81,1% nas dormidas e 83,9% nos proveitos de aposento), o proveito médio por dormida foi 43,1 euros, o que se traduziu numa diminuição de 10,5% (+3,5% em 2019).

Foi, contudo, o segmento do alojamento local (quotas de 13,9% nas dormidas e 9,8% nos proveitos de aposento) que registou maior diminuição do indicador proveito médio por dormida (-11,3%, após +5,0% em 2019), tendo atingido 29,6 euros.

Pelo contrário, no turismo no espaço rural e de habitação (representatividade de 5,0% nas dormidas e 6,3% nos proveitos de aposento) registou-se um aumento de 8,6% neste indicador (+4,3% em 2019), atingindo 52,3 euros.

Os dados do INE apontam que os segmentos da hotelaria e do alojamento local apresentaram diminuições do proveito médio por dormida em todos os trimestres, com maior expressão no segundo trimestre, quando registaram decréscimos de 19,0% e 20,2%, respectivamente.

Em 2020, o Alentejo foi a região que registou maior proveito médio por dormida (48,0 euros) e a que apresentou maior crescimento deste indicador (+8,6%).

Já na Área Metropolitana de Lisboa o proveito médio por dormida foi 45,3 euros, tendo decrescido 22,1%, naquela que foi a maior redução entre todas as regiões.

As restantes regiões que apresentaram crescimento neste indicador foram o Centro (+3,4%) e o Algarve (+0,9%), enquanto na Madeira (-2,9%), no Norte (-13,2%) e nos Açores (-14,0%) se observaram decréscimos.



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