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Quebra do mercado britânico começa a preocupar

A diminuição já manifestada pelo mercado britânico, especialmente nas Regiões Turísticas do Algarve e da Madeira, preocupam tanto do Turismo de Portugal como as ERT, nomeadamente do Algarve e Madeira.

Refira-se, no entanto, que o crescimento do turismo interno tem sido animador e, segundo os últimos dados conhecidos, como os de maio passado, voltou a ser positivo, aumentando 3,5% no número de turistas e 9,5% nas receitas, de acordo com os dados publicados Instituto Nacional de Estatística, INE.

Recorde-se, que desde há séculos, o Reino Unido é a principal fonte de turistas para Portugal, destacando uma importância ainda maior em áreas como o Algarve e a Madeira, as regiões com um maior número de turistas britânicos.

Até maio do ano passado, o mercado britânico caiu 6,1% nos viajantes e 7,4% nas dormidas, uma tendência preocupante para as autoridades nacionais de turismo.

Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo de Portugal, salientou, a propósito, que é claro que o mercado inglês preocupa-nos porque é um dos nossos principais mercados.

Nesse sentido, a Secretaria de Estado do Turismo, lançou em junho um plano para combater a sazonalidade no Algarve e na Madeira.

Todavia, a queda do mercado britânico sente-se desde outubro de 2017 e pode ser explicada por uma série de factores, com o Brexit em primeiro lugar, mas também a desvalorização da libra em relação ao euro. Os cidadãos britânicos optam por destinos mais baratos, como no caso da Tunísia, Turquia e Egito, agora sem grandes problemas de segurança.

Além disso, é preciso ter também em conta as falências de companhias aéreas, como Monarch, Niki ou airberlin, que transportavam milhares de turistas britânicos e cuja capacidade ainda não foi restaurada. A isto, acrescente-se o clima, neste verão sem atractivos para banhos de praia.



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