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PRR: Rita Marques diz que turismo não precisa de reformas estruturais

A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, admite que o turismo não está presente no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), porque o sector não precisa de reformas estruturais.

Respondendo às críticas, diz que o PRR é um documento que aponta prioridades no que toca a reformas estruturais. O nosso sector não precisa de reformas estruturais, mas também digo que não é por causa disso que não terá apoio, diz a governante.

Em entrevista ao JN/Dinheiro Vivo, Rita Marques reitera que o turismo terá um plano de apoio específico. Não precisando dessas reformas, ainda assim precisa de uma aceleração para que as metas que definimos na estratégia 2020-2027 possam ser concretizadas, acrescenta.

Esse plano, avança a secretária de Estado, terá uma dimensão muito grande no que toca às empresas, que estão descapitalizadas, tiveram um esforço enorme ao nível da tesouraria, houve uma deterioração dos capitais próprios e, naturalmente, tem de haver uma grande atenção às empresas, acrescido da questão das moratórias – temos de ter uma solução nessa frente.

Por outro lado, Rita Marques indica que, se a vacinação continuar a bom ritmo, o sector turístico pode recuperar face a 2020. Em sua opinião, a entrada de Portugal para a lista verde, elaborada pelas autoridades inglesas e escocesas, não obrigando assim a quarentena no regresso a casa, pode dar um empurrão ao turismo. Mas não só.

– As perspectivas são positivas. São melhores do que no ano passado. Tivemos um ano muito difícil em 2020 e, seguramente, este será muito difícil, até porque já estamos em Maio e praticamente quase metade do ano já lá vai, reconhece.

No entanto, com esta abertura recente do Reino Unido, e com uma excelente reacção do mercado a esta abertura, estamos confiantes que vamos recuperar alguma da actividade perdida no ano passado. Não ficaremos perto dos valores de 2019. Ainda assim, se tudo continuar a correr bem ao nível do plano de vacinação, do controlo das novas estirpes e do certificado verde digital, temos boas perspectivas para ficarmos neste ano 20% a 30% acima do ano passado.



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