Proveitos do alojamento turístico sobem em 2021

O Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que nos primeiros nove meses do ano, os proveitos registaram crescimentos de 33,3% no total e 35,3% relativos a aposento, para um total de 1.629.900 e 1.244.700 milhões de euros, respectivamente.

No entanto, o INE explica que quando comparando com o mesmo período de 2019, antes da pandemia de covid-19, os proveitos totais recuaram 53% e os relativos a aposento diminuíram 52,7%.

Do estudo apresentado diz também que nos primeiros nove meses do ano, a evolução dos proveitos foi positiva nos três segmentos de alojamento: hotelaria, com aumentos de 32,3% e 34,3%, respectivamente; alojamento local, com subidas de 37,1% e 41,5%; e o turismo no espaço rural e de habitação, com aumentos de registou aumentos de 44% e 38,4%.

Já no mês de Setembro, os proveitos registados nos estabelecimentos de alojamento turístico atingiram 355,5 milhões de euros no total (-29,1% do que em 2019) e 268,6 milhões de euros (-29,8% do que em 2019) relativamente a aposento.

O Algarve concentrou 36% dos proveitos totais e 36,1% dos relativos a aposento em setembro, seguindo-se a Área Metropolitana de Lisboa (20,2% e 21,1%, pela mesma ordem) e o Norte (13,6% e 13,9%, respetivamente).

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 47,9 euros em Setembro, tendo aumentado 58,2%, quando em Setembro de 2019 o RevPAR tinha sido de 66,3 euros.

Os valores de RevPAR mais elevados foram registados no Algarve (63,6 euros), Madeira (58,9 euros) e Açores (53,8 euros).

Já nos primeiros nove meses de 2021, o RevPAR aumentou 24,5%, com crescimentos de 26,2% na hotelaria, 23,3% no alojamento local e 13,9% no turismo no espaço rural e de habitação.

No conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 92 euros em Setembro, tendo crescido 12,4%, quando em setembro de 2019, o ADR tinha sido de 97,2 euros.

Por fim, a taxa líquida de ocupação-cama nos estabelecimentos de alojamento turístico (44,0%) aumentou 13,2 pontos percentuais em setembro (+14,7 pontos em agosto), quando em setembro de 2019, a taxa líquida de ocupação-cama tinha sido de 57,6%.

Em setembro, as taxas de ocupação-cama mais elevadas registaram-se na Madeira (66,7%), Açores (54,1%) e Algarve (48,9%)