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Programa Revive já vale quase 140 milhões de investimento

O Estado português já garante 2,5 milhões por ano com a concessão de 18 imóveis ao abrigo do Programa Revive, foi anunciado esta segunda-feira.

A vice-presidente do Turismo de Portugal, Teresa Monteiro, em Paredes de Coura que a concessão de 18 imóveis públicos para fins turísticos garante ao Estado cerca de 2,5 milhões de euros em rendas por ano.

– “Já temos 18 imóveis com as concessões adjudicadas, o que representa cerca de 138 milhões de euros de investimento associado. Em resultado das concessões atribuídas o valor em rendas anuais é de aproximadamente 2,5 milhões de euros”, afirmou a responsável.

Teresa Monteiro, que falava durante a sessão ‘on-line’ realizada de abertura do concurso público internacional para a concessão da Casa do Outeiro, propriedade da Câmara de Paredes de Coura, para fins turísticos, adiantou que dois imóveis já iniciaram a exploração como empreendimentos turísticos. É o caso do Convento de São Paulo em Elvas e a Coudelaria de Alter, em Alter do Chão, no distrito de Portalegre, e em funcionamento.

Lançado em 2016, o programa de reabilitação e valorização de património do Estado (Revive Património e Revive Natureza) é uma iniciativa conjunta dos ministérios da Economia, da Cultura e das Finanças.

O programa governamental pretende recuperar imóveis que se encontrem devolutos ou em mau estado de conservação, permitindo que neles se desenvolvam projectos turísticos com recurso a investimento público e privado.

Conventos, fortalezas, mosteiros, fortes, castelos e palacetes são alguns tipos de edifícios abrangidos por este programa de reabilitação e, em muitos dos casos, são destinados a exploração hoteleira.

– “É um programa de sucesso que começou com 33 imóveis, sendo que numa segunda fase entraram mais 16. Hoje, temos 49 imóveis no programa e estamos hoje a lançar o vigésimo terceiro concurso público para a concessão de um solar setecentista, propriedade da Câmara de Paredes de Coura, para fins turísticos”, referiu a responsável do Turismo de Portugal.

Os investidores interessados neste projecto de Paredes de Coura terão um prazo de 120 dias para apresentar propostas com vista a transformar o imóvel num estabelecimento hoteleiro ou em outro investimento de vocação turística, estando a concessão prevista por 50 anos e uma renda mínima anual de 13.800 euros.

Propriedade da autarquia, a Casa do Outeiro, enquadrado em meio rural, na freguesia de Agualonga, integra um conjunto de solares do concelho de Paredes de Coura, que na região são preferencialmente denominados Casas Grandes.

Em Junho de 2020, a Câmara de Paredes de Coura procedeu à alteração ao Plano Director Municipal (PDM) para alargar o uso do solar setecentista, permitindo a sua recuperação para fins turísticos, através do programa Revive.



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