Início B1 Luís Araújo quer portos nacionais de cruzeiros com o ‘Clean & Safe’

Luís Araújo quer portos nacionais de cruzeiros com o ‘Clean & Safe’

Luís Araújo mostrou-se preocupado uma vez que, ao nível dos cruzeiros, nenhum porto português tem o selo ‘Clean & Safe’, implementado pelo Turismo de Portugal desde o ano passado.

– Precisamos que os portos portugueses tenham o selo ‘Clean & Safe’, porque essa é uma forma de mostrar que estamos a trabalhar em conjunto. Precisamos que os operadores que trabalham em Portugal, com cruzeiros, tenham o selo ‘Clean & Safe’ ou qualquer outro protocolo de segurança, referiu o presidente do Turismo de Portugal (TdP).

Luís Araújo considerou que essa é a forma de construir a ponte com as autoridades de saúde, considerando que este é o momento para tal, depois de ganhar confiança junto dos turistas e das empresas.

O dirigente falava esta segunda-feira no seminário ‘online’ sobre ‘Turismo de cruzeiros em Portugal: os desafios que a pandemia trouxe e o qual o futuro do sector’, promovido pela CLIA – Cruise Lines International Association.

No entanto, o presidente do Turismo de Portugal realçou a importância do turismo de cruzeiros, quer ao nível da conectividade, mas principalmente para posicionar o país num patamar diferente ao nível da experiência, mas também da promoção.

– É muito importante que entendamos que se trata de um sector que tem a capacidade de posicionar o país num patamar diferente em termos de promoção, em termos da experiência dos viajantes e em termos de viajantes repetidos, disse.

Em 2019, os portos nacionais receberam 1,4 milhões de passageiros de cruzeiros, 40% dos quais na Madeira e outros 40% em Lisboa. Portugal tem na Estratégia Turismo 2027 uma posição bem definida para o sector dos cruzeiros, que é apontado como um dos pilares para aumentar a conectividade do país, nomeadamente através das operações de turnaround.

Mas, segundo Luís Araújo, não está tudo feito, realçando que Portugal precisa de crescer mais também neste sector e ultrapassar os desafios que tem pela frente e que passam pela reabertura da actividade de cruzeiros o mais rapidamente possível, de forma a enfrentar a concorrência de outros países. Por isso, destacou que esta actividade também está incluída no plano de seis mil milhões de euros que prevê a reactivação da actividade turística nos próximos seis anos.

Só os apoios não chegam para reactivar este sector fortemente penalizado pela pandemia da Covid-19. Para o presidente do TdP, será importante a eliminação das restrições às viagens e a recuperação da mobilidade na Europa e para países terceiros.

Espanha acaba de abrir as suas fronteiras aos passageiros de cruzeiros internacionais, mais de um ano depois de ter fechado os portos devido à pandemia da Covid-19. Em Portugal, a indústria de cruzeiros continua em marcha lenta, dadas as exigências sanitárias para conter a propagação do vírus. Países como a Grécia, Itália, Alemanha ou Reino Unido também já deram luz verde ao sector.

No mesmo evento, a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, admite que em breve possa haver a nível europeu uma harmonização das regras, que defina a aceitação de todos os turistas que já tenham sido vacinados e clarifique exigências de testes de PCR e/ou testes antigénio. No webinar, a governante disse esperar ter boas notícias em breve.

Rita Marques também reconheceu que Portugal ainda não está alinhado com as recomendações para o turismo e mobilidade que já foram difundidas pela Comissão Europeia.

– Temos estado a trabalhar com a Comissão Europeia, e muito recentemente uma série de novas recomendações foram publicadas. E temos alguns Estados-membros que ainda não estão totalmente alinhados com as recomendações, incluindo Portugal, admitiu.

Rita Marques fez esta referência ao falar acerca do certificado verde europeu, que atesta a vacinação contra a Covid-19 facilitando a mobilidade no bloco e irá ajudar a retomar as viagens e o turismo de uma forma segura, também com países externos.



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