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Presidente do TCP critica objectivos PRR

O presidente da Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, afirmou que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que está em consulta pública, não aposta na captação de novos investimentos e naquilo que deveria ser a reconversão de muitos modelos de negócio.

Em declarações à Lusa, Pedro Machado lamenta igualmente a quase inexistência de medidas concretas destinadas ao sector do turismo, realçando que este plano visa apenas gerir o dinheiro que vem para fazer face à recuperação do aparelho do Estado nas suas mais diversas áreas, como mobilidade, transição digital, serviços continuados e de saúde.

O dirigente questionou o que, por exemplo, acontecerá aos hotéis fantasma e ao conjunto de equipamentos que nos próximos dois anos vão estar sem movimento, praticamente sem negócio, um pouco por todo o país.

– Já percebemos que estamos com taxas reduzidas. Temos taxas de ocupação até 10% em Fátima, por exemplo, e a questão que se coloca é o que é que vai acontecer a estes edifícios?, frisou, adiantando que muitos deles ainda não estão habilitados para poderem acudir a esta ambição para as alterações climáticas, para a eficiência energética, para a economia circular.

No entender de Pedro Machado, trata-se de um plano que defende demasiado a estatização do programa, isto é, reforça em demasia o papel do Estado versus o que deveriam ser as dinâmicas da sociedade civil e da criação de riqueza e da captação de investimento. Além disso, é também demasiado ancorado na resolução dos problemas das duas grandes áreas metropolitanas, Lisboa e Porto. Há bolsas de pobreza que podem advir do facto de se ter cessado a actividade turística em Portugal, na região Centro e nas outras regiões.

Por isso, mostrou-se preocupado com este défice enorme de medidas concretas para marcar o arranque da economia, sobretudo ao nível das pequenas e médias empresas e das microempresas, apontando a necessidade de medidas que visem a  recuperação e reconversão de modelos de negócio, por força desta pandemia e de muitos processos de insolvência já anunciados.

Refira-se que o PRR de Portugal prevê 36 reformas e 77 investimentos nas áreas sociais, clima e digitalização, num total de 13,9 mil milhões de euros em subvenções.



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