Início B5 Presidente da TAP assume sinais de recuperação

Presidente da TAP assume sinais de recuperação

A presidente executiva da TAP, Christine Ourmières-Widener, assumiu esta terça-feira sinais de recuperação da transportadora aérea e acredita que a pior fase da pandemia já terá ficado para trás.

As medidas de restrição ainda impostas em alguns mercados, bem como uma recuperação da procura mais lenta do que o esperado, continuam a pesar sobre a actividade da TAP. Mas a companhia aérea começa, agora, a ver sinais claros de recuperação, disse a responsável, que foi ouvida na comissão parlamentar que acompanha a aplicação das medidas de resposta à pandemia e o processo de recuperação económica.

Segundo a executiva, as medidas implementadas para combater a pandemia ainda não são uma coisa do passado. Assim, mesmo com o esforço extraordinário feito por Portugal em termos de vacinação, ainda enfrentamos muitas restrições (com exigência de quarantena) em alguns mercados chave, como os Estados Unidos e o Brasil.

Mas o cenário está a mudar, assegurou. Felizmente, começamos a ver sinais claros de recuperação, tais como a abertura do mercado brasileiro, o que nos dá esperança de que a pior fase da pandemia tenha ficado para trás, destacou.

Exemplo da confiança que a companhia aérea tem na recuperação, detalhou ainda a gestora, é a oferta planeada para os próximos meses. Para a operação de Inverno, a TAP planeia oferecer 941 voos por semana, um número que representa cerca de 80% da capacidade que se verificava em 2019, antes da pandemia. Como termo de comparação, no Inverno do ano passado, a TAP disponibilizou apenas 30% a 40% da capacidade que tinha em 2019.

Fechar a TAP? Nunca!

Christine Ourmières-Widener foi questionada no Parlamento sobre a possibilidade de fechar a companhia e abrir uma nova aproveitando parte dos activos. Respondeu que ninguém assumiria a missão da TAP.

Lembrou que a TAP está no tipo da lista das empresas mais afectadas pela pandemia, ainda que a crise afecte todas as companhias aéreas mundiais. E rejeitou liminarmente a possibilidade de encerrar a empresa, para abrir uma nova ao lado.

– Como especialista da indústria não posso apoiar o desaparecimento da TAP. A CEO argumentou que a companhia serve destinos que são críticos para Portugal, como a ligação às ilhas e à diáspora. Este é um serviço que faz parte da nossa natureza e que não será assumido por outra organização, argumentou. Esta é uma missão que nós queremos cumprir de forma rentável e sustentável.

A CEO da TAP começou por fazer o diagnóstico do que chamou a maior crise de sempre do transporte aéreo. O mundo parou. O turismo parou. Os eventos de relevo desapareceram. As viagens de negócios terminaram, retratou Christine Ourmières-Widener, acrescentando que a procura estagnou a tal ponto que é difícil dizer quando vai recuperar ao ponto em que podemos dizer que voltámos ao normal ou talvez de volta a um novo normal.

Referiu as ajudas já recebidas do Estado – 1,2 mil milhões de euros em 2020, a que se somaram mais 462 milhões em 2021 – para em nome da TAP, quero agradecer aos portugueses. Citou mesmo um estudo que aponta um impacto positivo de 10 mil milhões de euros para o PIB até 2030, face a um cenário em que a companhia não receberia qualquer apoio.

A presidente executiva da transportadora aérea garantiu que o plano já está a ter impactos positivos, com uma redução significativa de custos, uma melhoria da rentabilidade e do ASK (oferta de lugares). Mas avisou que a recuperação está a ser mais lenta do que se esperava. O transporte aéreo global não vai recuperar o nível de 2019 antes de 2024. A indústria vai levar tempo a recuperar se recuperarmos o nível que existia antes.

Apoio à Groundforce

A presidente executiva da TAP, afirmou ainda no Parlamento que a companhia aérea vai apoiar todos os cenários que permitam um futuro risonho para a Groundforce, na assembleia de credores da próxima semana.

– A TAP tem apoiado a Groundforce em tempos difíceis, garantindo que os seus trabalhadores recebem o salário no final do mês. É um parceiro estratégico porque trata do nosso handling no nosso hub em Lisboa, e queremos que seja uma empresa forte e eficiente e é por isso que na assembleia de credores vamos estar atentos e apoiar todos os cenários que permitam um futuro risonho para a Groundforce, referiu Christine Ourmières-Widener.

A assembleia de credores da Groundforce, que viu a sua insolvência decretada por um tribunal de Lisboa no mês passado, está marcada para o dia 22 de Setembro.

A sentença, segundo a Lusa, nomeou dois administradores judiciais e deu 30 dias aos credores para apresentarem a sua reclamação de créditos, mas já elenca quem são os maiores credores.

De acordo com o documento, excluindo a TAP, que foi quem pediu a insolvência, a Groundforce devia, em 30 de Junho, 13,5 milhões de euros a cinco credores: ANA (12,8 milhões de euros), Prosegur (177 mil euros), Iberlim (140 mil euros), UCS (125 mil euros), Climex (126 mil euros), MEO (52 mil euros) e Eurest (49 mil euros).

 



Mais notícias em OPÇÃO TURISMOSiga-nos no FaceBook , Instabram ou no Twitter

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here