Esta é a opinião de Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT), partilhada aquando da cerimónia de abertura do Congresso da APAVT, que este ano se realiza em Ponta Delgada, Açores. Em causa questões como o aeroporto de Lisboa que, apesar de ser um instrumento de crescimento, “parece estar esgotado, colocando inúmeros problemas, tanto à cidade de Lisboa, como a todo o País”. A isto acresce a quota de mercado das companhias aéreas low-cost que, para Pedro Costa Ferreira, detêm uma quota de mercado madura, pelo que “não será passível de crescimento agressivo”.

No caso específico dos Açores “eu diria que não é passível, nem tão pouco é desejável, sabendo que a Região poderá ter nas low cost um poderoso veículo de crescimento, desde que, e apenas, não fique dependente deste tipo de companhia aérea”.

Às questões das ligações aéreas o presidente da APAVT juntou ainda a questão do Alojamento Local que, “foi “um importantíssimo instrumento de desenvolvimento turístico, nos últimos anos, tanto no continente, como nas ilhas” e ainda o regresso de concorrentes como a Tunísia, o Egipto ou a Turquia que estão “a recuperar de forma fulgurante e a influenciar negativamente um mercado que, do lado da procura, tem vasos comunicantes”.

E convém não esquecer temas mais específicos, como o “Brexit, nova política proteccionista levada a cabo pelos Estados Unidos da América, a instabilidade crescente dos preços do petróleo, as inúmeras incertezas de um novo mundo menos estável, poderão ter influência negativa concreta e decisiva, no crescimento económico global e, concomitantemente, na procura turística mundial”.

A tudo isto junta-se a dualidade entre a subida de preços e taxas de ocupação na hotelaria com as crescentes quebras de qualidade de serviço, decorrentes, em grande medida, da dificuldade em recorrer a pessoal qualificado, mas também no enquadramento fiscal, e ainda “a aparente dificuldade de diálogo, entre a câmara e a globalidade do sector turístico, neste capítulo representado pela Confederação do Turismo Português”.

Face a tudo isto Pedro Costa Ferreira acredita que é tempo de todos, “sector público e sector privado, parceiros da aviação, animação turística, restauração, rent-a-car e hotelaria, juntos, procuremos os caminhos de um novo ciclo virtuoso”.

 



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