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Portugal necessita de um turismo forte e competitivo

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«» Francisco Calheiros, presidente da CTP 

Francisco Calheiros, presidente da CTP, durante a sua intervenção no recente congresso da AHP, começou por salientar que os nossos empresários estão conscientes de que a competitividade da actividade depende de um turismo alicerçado nos princípios da sustentabilidade, na oferta diversificada e na valorização das suas características distintivas e inovadoras, destacando que os nossos hoteleiros, verdadeiros heróis do Turismo, que resistem a todas as adversidades.

Destacando que Portugal continua na rota do crescimento, embora moderado, porque não é possível crescer infinitamente a dois dígitos por ano, mas mais maduro, sustentado, em todos os indicadores e em muitos novos mercados como os Estados Unidos, Canadá, Brasil, China, etc.

Relembrando o tema deste 31º congresso da AHP, “Portugal: preparar o amanhã”, o presidente da Confederação do Turismo Português, afirmou que é tempo de agir porque o amanhã está à porta.

E por essa razão chamou a atenção para quatro pontos que considerou prioritários.

O primeiro, há muito que está identificado e é reclamado pela CTP, é o aeroporto de Lisboa, que já leva mais de 50 anos de discussão pública e que agora tem finalmente condições para avançar, nomeadamente com o parecer favorável da Agência Portuguesa do Ambiente à solução do Montijo que retira qualquer fundamentação aos seus opositores.

Que aeroporto em qualquer outra parte do mundo não provocou alterações ambientais, económicas ou sociais? 

Francisco Calheiros considera que o segundo desafio que se coloca à actividade turística resulta da falta de recursos humanos. É essencial em todas as actividades económicas, absolutamente essencial para o Turismo e em momento algum, podemos esquecer que a nossa actividade depende de pessoas. 

A reforma do Estado é a terceira prioridade da CTP, sendo urgente avançar para uma verdadeira reforma de Estado que conduza à melhoria e sustentabilidade futura do sistema da Segurança Social, Saúde, Justiça e Ensino. 

Não queremos um Estado que serve para se servir a si próprio. O que merecemos é um Estado mais simples e mais próximo das empresas, com menos custos de contexto e menos burocracia. 

Como último desafio, o presidente da CTP identifica a crise demográfica, referindo que já somos o terceiro país com menos crianças e jovens até aos 15 anos e um dos países da Europa com menos filhos por mulher em idade fértil.

Recorde-se que o Eurostat renovou recentemente as projecções que indicam que Portugal será, em 2050, o país mais envelhecido da Europa. No final do século em cada 100 jovens haverá o triplo de idosos.

O impacto desta crise demográfica na economia nacional pode superar as nossas piores expectativas. Estamos, pois, perante uma urgência nacional.

Para colmatar esta situação Francisco Calheiros aponta uma série de medidas, destacando os incentivos a conceder às famílias e de medidas que visem minimizar o impacto financeiro do número de filhos na vida dos núcleos familiares.

E  conclui que não se trata de um problema do Turismo, da Indústria ou da Agricultura. O que está em causa é a nossa sobrevivência e a nossa soberania. 

E termina explicando que sem um Turismo forte e competitivo, não há desenvolvimento económico, não há criação de emprego, não há criação de riqueza nacional. Como já referi noutras ocasiões, o Turismo merece, Portugal agradece.

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