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Portugal entra em confinamento a partir de sexta-feira

Portugal entra em estado de confinamento a partir das zero horas desta sexta-feira, 15 de Janeiro, decidiu o Conselho de Ministros, como forma de combate à pandemia que nas últimas semanas tem apresentado uma explosão de casos tanto em número de mortes como de infectados. No entanto, há excepções.

A restauração será um dos sectores mais afectados pois vai poder servir apenas em regime de take-away ou entrega ao domicílio. Cafés e bares estarão encerrados tal como o comércio salvo estabelecimentos autorizados. As mercearias e supermercados vão estar abertos com uma lotação limitada a 5 pessoas por 100 metros quadrados. As farmácias também continuam abertas, bem como as escolas.

Encerrados, igualmente, estarão os equipamentos culturais, bem como os ginásios, os cabeleireiros e as barbearias.

O Primeiro-Ministro garantiu que o conjunto de medidas económicas vai ser renovado e alargado, e todas as actividades que são encerradas terão acesso automático ao layoff simplificado.

Volta assim a vigorar o dever de recolhimento domiciliário, disse António Costa no final da reunião, acrescentando que os portugueses não devem distrair-se com as excepções, mas fixar-se na regra: “e a regra é simples, ficar em casa”.

– “As excepções existem, porque continuamos a poder ir à mercearia, trabalhar, se tiver de ser, mas a regra é ficar em casa para proteger os outros e nos protegermos a nós próprios. Só assim teremos sucesso no combate à pandemia”, sublinhou.

António Costa disse que as regras que o país repõe são as que vigoraram em Março e Abril, No entanto, as eleições presidenciais, marcadas para 24 de Janeiro não sofrem alteração. As medidas do novo confinamento vão ser revistas de 15 em 15 dias.

Estas decisões foram tomadas no quadro do estado de emergência aprovado na Assembleia da República e decretado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que será revisto dentro de 15 dias.

As coimas relativas à violação de qualquer das normas de contenção da pandemia, desde logo a obrigatoriedade de uso de máscara na via pública, são duplicadas, dando um sinal claro de que é fundamental um esforço acrescido para conter a pandemia no seu momento mais perigoso, disse o Chefe do Executivo.



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