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Portugal continental de novo excluído do corredor aéreo britânico

A Madeira e os Açores continuam, mas Portugal continental volta a ser retirado do corredor aéreo do Reino Unido, decisão justificada pelo aumento de novos casos da Covid-19 no país, foi anunciado esta quinta-feira. O Algarve diz-se de novo injustiçado.

Através do Twitter, Grant Shapps, o ministro dos Transportes do Reino Unido, anunciou que Portugal continental foi excluído da lista de destinos seguros do país. Os dados mostram que temos de retirar Portugal (excepto Açores e Madeira), Hungria, a Polinésia Francesa e Reunião da lista do corredor aéreo para garantir a segurança de todos. Se chegou a Inglaterra de algum destes destinos depois das 04h00 de sábado, terá de ficar em isolamento durante 14 dias, anunciou o governante britânico.

– Através de informação aperfeiçoada, agora temos a capacidade de avaliar ilhas separadas dos seus países continentais. Se chegar a Inglaterra vindo dos Açores ou Madeira, não precisará de se isolar por 14 dias, escreveu o ministro britânico.

Esta exclusão, que já tinha sido tomada pela Escócia e País de Gales e que agora se estende a todo o território britânico, implica que os passageiros chegados de Portugal continental tenham de cumprir uma quarentena de 14 dias. A medida entrará em vigor a partir das 4h do próximo sábado.

Portugal só foi incluído na lista a 20 de Agosto, mas o aumento do número de novos casos de Covid-19 terá pesado na decisão.

A 31 de Agosto, Chris Sainty, embaixador do Reino Unido em Portugal, já tinha avisado que num instante Portugal podia voltar a figurar entre os países considerados como inseguros e que os turistas tinham de estar conformados com a obrigação inesperada de ter de fazer quarentena.

Na última semana, o aumento do número de novos casos de covid-19 em Portugal terá ultrapassado os 20 casos por 100.000 habitantes. Segundo a imprensa britânica, este é um dos critérios usados pelo governo para impor restrições às viagens internacionais.

Refira-se que na semana passada, o Reino Unido estava dividido sobre impor ou não quarentena aos passageiros que chegam de Portugal, tendo a Escócia e o País de Gales optado pela quarentena obrigatória, mas não Inglaterra, que agora optou pela mesma medida de prevenção, por considerar que o risco de infecção pelo novo coronavírus aumentou.

Também se falou que o Algarve poderia manter o corredor aéreo, o que não se verifica pelo menos pela decisão desta quinta-feira. A não se conforma com a decisão do governo britânico. A Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) considera a saída de Portugal dos corredores aéreo do Reino Unido um balde de água fria, lembrando que a região verificou um aumento significativo de turistas nas últimas três semanas.

Em declarações à imprensa, Elidérico Viegas, admite que já estava à espera da decisão do governo britânico, mas lembra os fracos níveis de contágio na região do Algarve.



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