Início Opinião/Crónica Por mim… TAP ‘ganha’ a mais bela e acolhedora refeição

Por mim… TAP ‘ganha’ a mais bela e acolhedora refeição

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Oh TAP! Oh TAP quem te viu e quem te vê… Nacional? Ó genti, será mesmo?

Pois claro! Já perceberam que estou furioso com a “nossa” ?????? TAP. E não sou só eu!

Mas vamos começar pelo princípio, embora não seja um “caso”, tome-se nota que a funcionária do ‘check in’ em Hamburgo não fala (nada) de português o que é complicado para alguns viajantes lusos. Pelo menos a que me atendeu….

Para além disso, disse-me que o avião estava cheio e não consegui mudar-me o lugar. Da letra ‘D’ para a ‘C. Mas que trocasse com alguém do grupo…

Já dentro da aeronave, pedi a uma tripulante de cabine para que me conseguisse um ‘C’ por causa do “problema” que tenho na perna. Perfeito! Logo que fosse possível, faria isso. Infelizmente não foi por dois motivos:

1º – Alguém com mais direito devia ter dois ‘primos’ mal instalados no fundo da aeronave e convidou-os para, infelizmente, dois lugares muito mais à frente e um deles ‘C’; e depois mais um convite a um casal-vedeta…. E lá se foram as minhas hipóteses.

No entanto, quero destacar o profissionalismo da tripulante de cabine que percebeu tudo apenas insistiu em mudar-me para mais – muito mais – a frente. Contudo, não sendo herói, não aceitei… pois adivinhava o que aconteceria mais tarde e não directamente comigo. Também e apesar de algumas ofertas, não aceitei mudar.

2º – Isto até podia ter música de fundo para se tentar perceber. Mas tentemos.

Compram-se dois bilhetes na mesma hora, para o mesmo destino (mais de 3 horas), no mesmo avião e às mesmas horas. Ninguém tem obrigação – acho eu! – da saber qual a posição do seu lugar, até porque as configurações mudam. E, sendo assim, sem culpa alguma, um fica no lugar “verde” e o outro, no “vermelho”. Ou seja, um tem uma espécie de refeição e o outro, vá lá, tem a opção de escolher entre um (?) saudável batata frita ou uma não menos saudável (?) queijada de cenoura, carregada de açúcar. Ou seja, como volta a dizer o povo, “que venha o diabo e escolha”.

Que bela imagem – um cartão de visita – para os estrangeiros que visitam este belo cantinho à beira-mar. E, nomeadamente, os comentários feitos pelos … ‘enganados’. E só por isso mais um louvor aos tripulantes de cabine – excepto para o tal – pelo que directa ou indirectamente ouvem, sem culpa alguma.

E já não quero falar da diferença de assentos porque isso são outros pormenores.

Conclusão: Depois disto, só espero é que a ASAE investigue se isto não é, como diz o adágio popular, vender gato por lebre…

Que o Provedor do Clientes das Agências de Viagens atente para o que vem escrito na passagem aérea – MEAL – para que determine o que significa isso a bordo da TAP e a desigualdade de tratamento dos passageiros, uma vez que num grupo homogéneo de viajantes, a TAP “escolhe” quem são os de primeira e os de segunda.

E como justifica a agência se se reclamar da situação uma vez que o serviço (MEAL, seja onde for é refeição e não snack) não correspondeu ao que foi comprado ou oferecido. Foi explicado isso?

Será que somos mesmo obrigados a saber (ler: decorar) os “editais” que a dita nacional TAP, a bel-prazer porque ninguém a obrigou a isso, faz sobra a alimentação? Será que essa ideia genial se reflectiu no preço das viagens?

E que se comece a reclamar porque uma MEAL, num voo de mais de 3 horas, não deve ser um pacote de batatas frita ou uma queijada de cenoura cheia de açúcar, nada indicados para uma alimentação salutar (acho eu!).

Já agora, porque a ANAC não se pronuncia sobre este tema? Quantas reclamações existem sobre isto. Bem há pouco tempo, uma personalidade nacional escreveu e fotografou a situação!

Luís de Magalhães