Início B4 Pilotos da TAP aceitam corte de 50% no salário deste ano

Pilotos da TAP aceitam corte de 50% no salário deste ano

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil aceita um corte de 50% no salário deste ano, sendo que esse valor baixa a cada ano cinco pontos percentuais até atingir um corte de 35% em 2024, ou seja menos 45% em 2022, e 40% em 2023.

Este sindicato já enviou para os pilotos da companhia aérea portuguesa a proposta de acordo que esteve a negociar com a administração da empresa.

O acordo atinge cerca de 1252 pilotos, e as medidas produzem efeitos a 1 de Janeiro deste ano e caducam a 31 de Dezembro de 2024.

Esta redução percentual resulta de uma redução transversal a todos os trabalhadores da empresa de 25% e, no caso dos pilotos, de um adicional que é inserido na tentativa de manutenção de postos de trabalho.

De referir que a redução percentual aplica-se apenas na parte que excede o valor de 1330 euros.

Um outro ponto destacado no acordo é que a TAP compromete-se a, até ao final de 2024, suprir a necessidade de pilotos na Portugália com pilotos da TAP S.A mediante a transferência definitiva ou cedência ocasional.

E isso será realizado por convite endereçado a todos os pilotos da TAP S.A para efeitos de adesão voluntária. Para quem aceitar a transferência, as condições de trabalho serão as previstas para os pilotos da Portugália.

A TAP só poderá realizar contratação directa de pilotos para a Portugália caso não haja pilotos da companhia interessados nessa mudança.

O documento avisa que este acordo é complementar às medidas voluntárias que serão adoptadas pela empresa, sejam elas cessação por acordo de contratos de trabalho, pré-reformas, trabalho a tempo parcial ou outras.

O plano de reestruturação da TAP, entregue em Bruxelas em 10 de Dezembro, prevê a suspensão dos acordos de empresa, medida sem a qual, de acordo com o ministro Pedro Nuno Santos, não seria possível fazer a reestruturação da transportadora aérea.

O documento entregue à Comissão Europeia prevê também o despedimento de 500 pilotos, 750 tripulantes de cabine, 450 trabalhadores da manutenção e engenharia, e 250 das restantes áreas. E uma redução de 25% da massa salarial do grupo (30% no caso dos órgãos sociais) e do número de aviões que compõem a frota da companhia, de 108 para 88 aviões comerciais.



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