Pedro Machado destaca a importância de apostar no mercado interno

Pedro Machado, presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, defendeu em Aveiro, no âmbito do 46º Congresso da APAVT– Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, a importância de se reforçar a aposta no mercado interno, enquanto motor de desenvolvimento turístico.

Parte significativa dos bons resultados que reconquistámos em 2021, deste processo de recuperação, deveu-se a termos voltado a olhar para o mercado interno. Portugal redescobriu as suas valências e as suas capacidades de poder gerar e atrair cada vez mais visitantes, disse Pedro Machado.
Na sua intervenção, Pedro Machado frisou que, para que o mercado interno continue a florescer, é necessário que o Governo olhe com redobrada atenção para as entidades regionais de turismo.

As entidades regionais têm um papel importante, em parceria e em cooperação com os outros organismos, no crescimento da actividade turística no futuro próximo. Precisamos de continuar a trabalhar em conjunto com o Governo, no sentido de reforçarmos os aspectos ligados à promoção e de reforçarmos igualmente a autonomia das organizações regionais, que são activos e simultaneamente parceiros do Turismo de Portugal neste trabalho conjunto, assinalou o responsável pela ERRT do Centro, salientando uma atenção especial que deve ser dada ao mercado nacional, complementada com a atração de visitantes estrangeiros, em particular de Espanha.

No entender de Pedro Machado, Portugal tem a mais-valia de ser um exemplo internacional no clean and safe, que seguramente vai permitir, num espaço curto de tempo, retomarmos o turismo internacional.

No Centro de Portugal olhamos muito particularmente para a relação que temos com o nosso primeiro mercado emissor, que é Espanha. A relação com Espanha, com quem trabalhamos há três anos, tem vindo claramente a dar resultados muito positivos. Este mercado, que tem 50 milhões de consumidores aqui ao lado, é particularmente relevante no trabalho conjunto de geramos negócio, também para os operadores e para as agências de viagens.

O presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal lembrou ainda que a pandemia trouxe oportunidades a destinos turísticos menos massificados e explica:

Cerca de 51% dos viajantes globais estão disponíveis para alterar o seu destino de férias, se a proposta de valor apresentada contribuir para a diminuição da pegada ecológica e para a descarbonização. Não é uma moda, é a realidade e tem valor no negócio. Abre-se aqui um novo normal, que é a possibilidade de destinos alternativos, que não estavam na primeira linha dos destinos mais massificados, criarem uma janela de novas oportunidades.