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Patrick Fernandes (Norte Viagens): vejo 2021 com algum optimismo e alguma esperança

A agência Norte Viagens foi constituída no ano de 2015 e a escolha da cidade de Valpaços foi simplesmente porque Patrick Fernandes, proprietário e director, é desta região e pela sua percepção de que poderia aqui existir uma oportunidade de mercado a explorar.

No entanto, a escolha e percepção de Valpaços como um local com potencial teve também a ver, segundo o director da Norte Viagens, com o facto de existir a ideia que por serem localidades ou regiões de interior, que as pessoas não viajam.

Esta é uma ideia, obviamente errada. As pessoas têm o mesmo tipo de interesse em termos de viagens. Claro que o nosso mercado potencial em termos de quantidade de pessoas é menor, mas isso também permite um serviço mais personalizado em termos de atendimento e de oferta de mercado, explica o nosso entrevistado acrescentando que além disso, com as novas tecnologias, temos clientes de todo o País que nos procuram, independentemente da nossa localização, pelo nosso ‘expertise’, qualidade de propostas e serviço.

Quanto a serviços e produtos que a Norte Viagens vende, a panóplia é grande.  No entanto, destaque-se que a agência trabalha quase exclusivamente com o mercado de lazer.

Obviamente que vendemos todo o tipo de viagens, mas o nosso foco em termos de oferta de oferta está nas viagens à medida e grandes viagens, afirma Patrick Fernandes confessando que cedo percebeu que é isso que o seu cliente-tipo procura.

E isso é o que tem melhores resultados em termos de satisfação com a viagem.

Quanto ao que tem sido o ano 2020, a agência Norte Viagens refere que até estava a ter um primeiro trimestre francamente bom.

Penso que a generalidade do mercado estava a ter um inicio de ano positivo, com bastantes reservas antecipada. No entanto, a partir de Março, foi praticamente tudo cancelado.

Patrick Fernandes revela que no Verão tiveram alguma procura para turismo interno, mas abaixo das expectativas e insuficiente para colmatar as perdas resultantes de todos os cancelamentos.

– Quais os produtos/destinos que mais vendeu em 2019 e 2020?

Os destinos mais vendidos em 2019 foram os tradicionais da oferta da operação turística, como por exemplo, Cabo Verde, Norte de África, Ilhas Espanholas, Caraíbas, afirma o director da Norte Viagens evidenciando que  nas grandes viagens houve alguma procura de Maldivas e Ásia, nomeadamente Tailândia, Indonésia e Malásia.

E como não podia deixar de ser, para além destes destinos existiu bastante procura para Algarve (Verão) e Açores e Madeira (Inverno).

Em 2020 as vendas foram residuais, mas incidiram principalmente no Algarve, Açores e Madeira.

Não tendo programação próprio, a Norte Viagens “compra” a sua oferta aos principais operadores como, por exemplo, a Viajar Tours, Solférias, Egotravel, Quadrante, Jolidey, Soltour, entre outros.

– Considera que o ano 2020 está completamente perdido ou há sempre aquela hipótese de recuperar algumas perdas no final do ano?

– Sinceramente considero que o ano está perdido.

– Como vê o ano 2021?

Com algum optimismo e alguma esperança. Penso que as últimas noticias da distribuição da vacina do Covid-19 para o inicio de 2021, podem trazer um efeito positivo em termos de confiança e se realmente a campanha de vacinação correr bem até Abril, penso que podemos ter um Verão ainda positivo.

Neste momento, os principais problemas com que a agência de viagens se debate são a conjuntura actual e a incerteza face ao futuro e termos sanitários.

A terminar esta entrevista Patrick Fernandes considera que deveria haver mais apoios para as agências de viagens, tendo em conta a forma como o sector do turismo está a ser afectado e em especial a forma como as agências de viagens viram a sua actividade completamente paralisada.

– Claro que os apoios que foram criados foram muito bem recebidos, mas tendo em conta a dimensão da quebra e a importância que as empresas do turismo tiveram na economia nos últimos anos e vão ter na retoma da economia no período pós-Covid, podiam existir mais apoios de forma a que as empresas se enfraqueçam o menos possível, com isso, facilitando a normalização das mesmas logo que o mercado comece a dar sinais positivos.



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