Início Opção Turismo Homenagem Vital Salles: “Os prós e contras da gorjeta”

Homenagem Vital Salles: “Os prós e contras da gorjeta”

Vital Salles é um daqueles profissionais do Turismo que iremos sempre recordar que, infelizmente, estava no lugar errado, à hora errada.
Fomos amigos durante mais de duas décadas, juntos viajamos pelo mundo, peripécias mil… e acho que nunca o vi aborrecido.
Foi docente, professor e formador, Mestre em Gestão Turística e tinha uma Licenciatura em Comunicação Social.
Durante algum tempo animou o Opção Turismo com algumas crónicas e muitas notícias.
Hoje, o Opção Turismo e a sua equipa prestam-lhe justa e merecida homenagem, publicando a sua última crónica.

Gorjetas? Será que todos ficam felizes

Em terras de sua majestade, durante o século 17, deu-se origem a gorjeta. A palavra “Tip” é a sigla para a expressão em inglês “to insure promptitude”, que significa: para garantir prontidão. É verdade que tudo depende da satisfação do cliente, quando da prestação de um serviço. Também é verdade que deveria partir de uma regra básica; Se o serviço não agradou, não se tem razão para qualquer tipo de gratificação. Quando acontece ao contrário, é ou deveria ser prática corrente respeitar a cultura local quanto a dar ou não uma gorjeta.

Quanto as gorjetas na restauração, na realidade verificamos que a prática de demonstrar a nossa satisfação ou insatisfação quanto a um serviço recebido, em muitos locais até já deixou de ser optativo, pois vem inserido na conta para pagamento.

É bem verdade que a prática ou atitude de dar gorjetas, apresenta algumas dúvidas. Segundo Kerry Segrave em “Tipping: Na American Social History of Gratuities”, esta prática se teria iniciado durante a Idade Média. Quando se visitava uma pessoa, na saída se deixava uma quantia em dinheiro para fazer face ou compensar o tempo e esforço gasto pelo anfitrião.

Em alguns países, principalmente no Brasil e nos Estados Unidos da América, temos o conceito de que o salário de um empregado da restauração é formado por um valor fixo mais a gratificação ou gorjeta deixada pelos clientes.

Um acto de grosseria, é considerado o facto de não se dar gorjeta a um empregado ou bartender, em determinados países como na França, Inglaterra ou Estados Unidos da América.

Dar gorjeta pode ser um problema por causa das diferenças culturais entre os países. Na Alemanha, por exemplo, o dinheiro extra deve ser entregue pessoalmente ao empregado, enquanto no Japão entregar uma nota aberta pode ser um enorme insulto, explica o especialista em moedas Noel Goddard.

Segundo ele, independente do país, o turista nunca deve pedir troco quando ele não for dado espontaneamente e também garantir que está levando notas de baixos valores, além de moedas.
Agora imagine-se quando estiver de saída de um restaurante no Japão e for abordado pelo empregado para devolver aquela importância que deixaste na mesa como gorjeta! Isto porque no Japão não existe esta cultura e os funcionários não esperam por qualquer tipo de gratificação pelos serviços prestados. Bom…é uma prática ou cultura que nas principais cidades já começa aos poucos a ser alterada. Vamos ver!

Gorjetas. Muito, pouco ou nada?

Ao chegar em um país desconhecido, encontramos hábitos e cultura diferentes dos nossos, neste momento, entre tantas situações, ficamos em dúvida se devemos ou não deixar gorjeta num café, bar ou restaurante. E tudo se complica quando precisamos ter a noção de quanto devemos, podemos ou queremos deixar de gorjeta.

Vital F. Salles



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1 COMENTÁRIO

  1. . Ainda não há muito tempo que clientes perguntavam se o serviço estava incluido no valor a pagar.
    . Segundo relatos de conhecidos meus, de há anos, era ou é prática comum o comandante, na cerimónia de boas-vindas, realçar a prática de gratificar o pessoal de mesas e de bar após a prestação de serviços.

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