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Onde a delicadeza rara do Douro se revela

Antes de apresentarmos os vinhos da semana, uma pequena explicação.

Foram muitos os leitores e leitoras que saudaram e comentaram esta nova rubrica – “Ao nosso vinho!” – que pretende ser, sem exageros, um Guia mais detalhado dos vinhos nacionais, bem como quem são os produtores e os enólogos, as vinhas…

Ficamos bastante satisfeitos com a receptividade que ela teve e até mesmo os vários “recados” (ou críticas) foram quase aceites e postos em prática.

Dos vários, destacamos dois já aplicados

O primeiro referia-se ao facto de, durante a semana, não haver qualquer simples mudança na rúbrica em relação aos vinhos apresentados

Solução: vamos “dar” uns dias, dentro da mesma gama, a cada uma das ofertas- Ou seja, apresentando separadamente o tinto, o branco e o rosé, quando existir, e no fim de semana toda a panóplia.

A segunda crítica prendia-se com a cor da rúbrica. Ou seja, deveria mudar consoante o produto a apresentar

Solução: vamos mudar a cor de fundo sempre que um novo produto seja apresentado, despertando assim uma maior atenção do leitor

Onde a delicadeza rara do Douro se revela

A escolha da semana recai na empresa Four Douro. Mais concretamente sobre os seus vinhos com a marca ‘Número Primo’, que apresenta ao longo desta semana o ‘Reserva Tinto / Douro D.O.C 2017’ e o ‘Reserva Branco / Douro D.O.C. 2019’.

As vinhas da empresa Four Douro, propriedade dos três primos – Luís, Manuel e Ana Tavares -,  encontram-se espalhadas em várias quintas espalhadas no Cima Corgo, na Região Demarcada do Douro. Tiago de Carvalho é o enólogo de referência nesta empresa.

Quanto à marca ‘Número Primo’, pode-se dizer que resulta da visão dos três primos, movidos pela criação de um vinho diferente, revelador de todas as dimensões que o Douro tem para oferecer.

E dessa ideia ou sonho, nasce um conceito inovador de vinho do Douro, assente na qualidade e em edições limitadas, que pretende somar elegância e inconformismo à tradição.

Com uma idade média de 30 anos e encepamento tradicional, as suas vinhas encontram-se espalhadas por todo o Cima Corgo.

Desde 2017 que todas as vinhas da ‘Four Douro’ beneficiam de um esmero cultural de precisão, o que permite a sua personalização em função do tipo de terroir, de forma a obter o máximo das características fenológicas do património vitícola e assim levar à adega a maior complexidade desta região considerada Património Vitícola da Humanidade.

A viticultura da empresa promove, em todas as parcelas, o equilíbrio entre a flora e fauna indígena em articulação com a vinha, de forma a criar uma biodiversidade que permita obter uvas únicas para os vinhos ‘Número Primo’.

No que concerne especificamente aos vinhos produzidos, depois de um rigoroso controlo de maturação, a vindima manual é feita em separado, por parcela e variedade, de acordo com o seu potencial e objectivo pretendido.

As uvas com desengace parcial continuam em separado, fermentando em tonéis de madeira, lagares tradicionais de granito ou modernas cubas de inox, podendo assim respeitar ao máximo as diferentes matérias-primas e potenciar o melhor de cada parcela, de cada casta, de cada terroir.

Toda a vinificação em separado e ajustada, permite ganhar complexidade para compor lotes únicos e exclusivos dando a conhecer o “nosso Douro”.

Hoje e durante mais dois dias vamos falar do ‘Número Primo Reserva Tinto 2017’. Depois, será a vez do ‘Número Primo Reserva Branco 2019’

 Número Primo Reserva Tinto 2017

Enólogo:
Tiago Carvalho

Classificação:
Douro D.O.C

Castas:
Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta barroca

Vinificação:
Parte em lagares de granito com controlo de temperatura e parte em cuba de inox. Estágio de 14 meses em barricas novas de carvalho francês

Longevidade prevista:
10-15 anos

Análises:
Teor Alcoólico: 14,5%;
Acidez Total: 4,5 g/L;
Acidez Volátil corrigida: 0,60 g/L, PH: 3,45

Serviço:
Temperatura Ideal: Verão 14-16º; Inverno: 16-18º
Experimente-se com carnes vermelhas e tábuas de queijos de pasta mole.

Apresentação:
Aroma complexo dominado por elegantes notas florais conferidas pela Touriga nacional e Tinta Roriz, casadas com fruta vermelha e preta Madura

Na Boca, a Touriga Franca e a Tinta Barroca conferem ataque guloso, onde dominam os frutos vermelhos

Esta rubrica tem o apoio da empresa



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