Início B1 OE2021 reserva mais 500 milhões de euros para a TAP

OE2021 reserva mais 500 milhões de euros para a TAP

Se a TAP precisar, o Estado vai injectar não os 1.200 milhões previstos inicialmente, mas sim, 1.700 milhões de euros, ou seja mais 500 milhões de euros, conforme proposta do Orçamento de Estado para o próximo ano.

Dinheiro extra para a TAP inscrito na proposta do Orçamento de Estado para 2021 é ainda indicativo e referencial, mas o montante de garantias pode ir aos 500 milhões, com o Governo a afirmar que este ano a empresa deverá utilizar a totalidade dos 1.200 milhões de empréstimo do Estado.

Até aqui, o Governo dizia que estava apenas planeado aplicar na TAP 946 milhões do total de 1.200 milhões autorizados pela Comissão Europeia, e que o restante servia como uma reserva.

O ministro de Estado e das Finanças, João Leão, admitiu esta terça-feira que a companhia aérea poderá precisar de mais do que os 500 milhões de euros inscritos na proposta do Orçamento do Estado para 2021.

– Não é o pior cenário, é o cenário indicativo que temos, é o cenário base. Pressupõe sempre a possibilidade de haver cenários mais negativos e menos negativos, admitiu o ministro em conferência de imprensa.

– O que está previsto para a TAP para o próximo ano é uma operação de natureza diferente da que fizemos este ano. Não é um empréstimo directo, mas o Estado dar uma garantia para que a empresa possa ter liquidez para funcionar no próximo ano, disse João Leão.

O governante destacou o contexto muito incerto da economia mundial e da aviação, e remeteu uma noção mais concreta das necessidades da TAP para o plano de reestruturação da empresa, que vai ser entregue à Comissão Europeia durante o mês de Dezembro.

O valor indicativo de 500 milhões de euros está assim dependente, porque actualmente a TAP está a desenvolver de forma intensa o plano de reestruturação, que deverá prever a melhoria da eficiência operacional da empresa e uma dimensão de melhoria na parte financeira, referiu.

– Apenas na sequência desse plano de reestruturação e também tendo em consideração a evolução da pandemia e do sector, teremos um valor mais certo do que será preciso no próximo ano para ajudar à liquidez da empresa, em que o Estado possa ter que, no próximo ano, dar uma garantia para assegurar necessidades de financiamento de curto prazo, indicou o ministro João Leão.



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