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Havana, Cuba – 14 de Maio  – Hoje não vou falar do programa da viagem a Cuba, mas de alguns aspectos do quotidiano cubano. Em primeiro lugar há que compreender que Cuba tem duas moedas. A que usam os cubanos e a que é utilizada pelos turistas. Sendo que não têm o mesmo valor/peso cambial e que nem sempre se pode usar as duas moedas no mesmo local.

O custo de vida, em certas coisas, não é muito diferente de Portugal. Uma garrafa de água de 50 cl custa um peso. O que equivale mais ou menos a um euro (20 euros dão 21,75 pesos). Mas um íman pode ir de 0,5 a 1,5 pesos.

O que ressalva das minhas voltas por Cuba é que as pessoas são todas (ou quase todas) muito simpáticas. Há alguns pedintes, é certo (e algo que me disseram ser um fenómeno recente – não posso comparar porque esta é a minha primeira viagem a este país), mas nada de outro mundo. Aliás, o que mais se vê são artistas a actuar na rua e a esperar que quem passe lhes dê algum dinheiro. E isto tanto vale para a pintura, o artesanato ou a música. Há música um pouco por todo o lado. Música cubana que apela a um pezinho de dança.

No que concerne à comida a gastronomia cubana (pelo menos a que me foi apresentada e da qual tomei conhecimento pelas conversas que tive) assenta muito no feijão, no arroz, no porco e no frango. Um dos pratos mais conhecidos chama-se “cristãos e mouros”. Isto porque consiste em arroz com feijão negro. Algo também muito presente é a yuca. Um vegetal que pode ser cozinhado, frito… e uma boa alternativa para os vegetarianos.

Uma curiosidade. Sabiam que o governo cubano disponibiliza uma espécie de cabaz para todos os cubanos? São produtos subsidiados que podem ser levantados em lojas específicas, existentes em todos os bairros. E que dos produtos disponíveis constam cinco ovos? Por pessoa e que terão de durar todo o mês. É claro que se pode comprar mais quando estes acabam. Mas aí já se terá de pagar o valor integral. E que actualmente é algo elevado porque podemos dizer que Cuba atravessa um período de escassez de frango.

Em termos de sobremesa a fruta (super fresca e saborosa) como a papaia, a manga, e a goiaba, estão sempre presentes. Para os (mais) gulosos há pudim flan e um dulce de leche. Uma espécie de arroz doce, mas numa versão mais aproximada da espanhola, ligeiramente aguada e pouco doce. Já em relação às bebidas é claro que o rum é o mais solicitado ou não fosse originário de Cuba. Aliás, há em Havana o Museo del Ron Havana Club, onde se pode conhecer a história da bebida, como esta é feita, fazer uma pequena degustação e ainda comprar garrafas. Mas isso fica para a crónica de amanhã.