Início VIP O impacto do coronavírus no Turismo

O impacto do coronavírus no Turismo

Blood sample with respiratory coronavirus positive

A crise do coronavírus que afecta sobretudo a China terá consequências trágicas para a aviação e para o turismo, se tivermos em comparação com a crise anterior da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Severo), por exemplo, outro vírus semelhante em impacto e expansão.

No caso da SARS, detectada em fevereiro de 2002, a epidemia causou  774 mortes, 8.096 casos, e afectou 26 países, incluindo Canadá e EUA, por cinco meses, até desaparecer.

A SARS causou uma quebra de 9,4 milhões no número de viajantes na aviação e perdas entre 30 e 50 biliões de dólares, e a China nem sequer tinha o peso económico e cultural que possui actualmente. Na altura, apenas recebia 38 milhões de turistas e hoje recebe 142. O turismo interior também variou da mesma maneira.

Em 2002, apenas 17 milhões de chineses viajaram para o exterior. Actualmente, são 134 milhões que o fazem e a a paragem dessas viagens causará efeitos desconhecidos. A Tailândia, por exemplo, está agora em crise porque os chineses praticamente desapareceram das suas praias e eram o motor fundamental do turismo. Todavia, isso afecta também muitos outros países, incluindo os europeus.

O impacto no sector hoteleiro foi igualmente demolidor, considerando que a China não tinha a oferta que hoje tem. Então, foram apenas os alojamentos na China que mais sofreram, embora os destinos para os quais os chineses viajaram, praticamente em todo o mundo, foram afectados nas ocupações, embora mais acentuada nas regiões e países  mais próximos.

A SARS foi muito mortal, mas o número de pessoas afectadas era, ainda hoje, menor do que o que está sendo agora registado.

A grande questão que agora se coloca é saber quantos meses a pandemia pode durar.

Hoje, as companhias aéreas estão a reduzir e a cancelar os seus voos para a China. Não tanto para prevenção, mas principalmente porque não há viajantes, dado o pânico que se expandiu e que alguns governos ajudaram a acelerar.

Especial é, por exemplo, o caso dos Estados Unidos que proibiram agora qualquer entrada ou saída de viajantes da China, o que, quanto a nós, não resolve o problema, já que se pode vir da China com paragens noutros países. Mas, afecta sempre as companhias aéreas.

Os hotéis estão a verificar, como era esperado, uma onda de cancelamentos de reservas nas próximas semanas. Alguns viajantes, se pagaram, provavelmente perderão dinheiro porque as epidemias geralmente não são um motivo para o cancelamento.

Recorde-se que em 2002, os sectores económicos mais afectados foram aviação, hotelaria e suas cadeias de serviços, como alimentos e bebidas, diversão e lazer, e as agências de viagens.

E o que está a acontecer, é bem mais grave que de SARS entre 2002 e 2003, estando já a causar, nos seus poucos meses de existência, perto das 900 mortes e para cima de 38.000 infectados em todo o mundo.

A Organização Mundial de Saúde declarou em 30 de janeiro uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adopção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial. Refira-se que as pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que varia entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detectado.



Mais notícias em OPÇÃO TURISMO Siga-nos no FaceBook , Instabram ou no Twitter