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O futuro da formação em turismo

Recursos humanos resilientes e flexíveis, com funções transversais e competências digitais, é o futuro das profissões do turismo.

A formação deve assim apostar em novas formas de aprendizagem em contexto de trabalho e no desenvolvimento de redes colaborativas entre escolas e universidades, de forma a estimular a aprendizagem ao longo da vida. Estas são algumas das conclusões da 2.ª Reunião da Comissão Nacional de Formação para o Turismo, que reuniu recentementeos parceiros da Educação e Formação em Turismo.

O encontro contou com a presença da secretária de Estado do Turismo e do presidente do Turismo de Portugal, Rita Marques e Luís Araújo, respectivamente, entre 50 representantes das associações dos sectores do Turismo e Educação para fazer um balanço e perspectivar o futuro da formação em turismo.

Com 6,1% da população activa em Portugal a trabalhar no sector do turismo, principalmente na área da Restauração e Similares (66,3%), na sua maioria (55%) com habilitações ao nível do Ensino Básico, é imperativo apostar na capacitação e na formação de novos recursos humanos, contribuindo para a valorização das profissões do turismo.

A aposta deve passar pela articulação da oferta entre os diversos agentes de formação do setor, uma aproximação da escola às empresas com uma formação mais adaptada às necessidades do mercado de trabalho e por realizar e potenciar a inovação e a investigação de suporte à melhoria contínua da formação em turismo.

Esta é também uma das áreas estratégicas para o Turismo de Portugal que, em 2020, organizou um total de 737 acções de formação para mais de 75 mil participantes, e criou a Academia Digital, uma plataforma desenvolvida para fazer face à crescente procura por formação nesta área, que disponibiliza os cursos, workshops, seminários e serviços de formação à medida, das 12 Escolas do Turismo de Portugal.

O Turismo de Portugal continua a oferecer aos profissionais do setor uma série de programas de formação de excelência, a maioria gratuitos, destinados a dotar os participantes de estratégias e técnicas que lhes permitam adaptar-se e reagir, com a menor disrupção possível, a uma conjuntura que é particularmente desafiante para as empresas do turismo.

Segundo Rita Marques, a formação é a grande força transformadora para um futuro mais sustentável e mais próspero.  Há que identificar caminhos para a educação e formação em Turismo, já com olhos postos na retoma do sector. Este sector é de pessoas para pessoas, e só poderemos acolher o melhor turista se cuidarmos dos que querem trabalhar ou já trabalham no sector, ajudando a que sejam os melhores profissionais.



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