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Novo Plano Estratégico para Turismo da Região de Lisboa com foco na sustentabilidade

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Transformar o Tejo num dos principais activos turísticos da Região de Lisboa, alancando o seu forte potencial; garantir a sustentabilidade da actividade de cruzeiros através de uma estratégia para maximização de valor e gestão de fluxos; garantir a construção de um novo grande centro de congressos de alta capacidade ao mais alto nível internacional, são algumas das recomendações do Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa 2020-2014.

Apresentado esta segunda-feira (10), no Palácio da Ajuda, em Lisboa, o plano recomenda ainda a intensificação da regulação da actividade turística da região, garantindo a manutenção da qualidade do território, bem como o foco no crescimento dos pólos em desenvolvimento com um ritmo acima da média do destino Lisboa. O sucesso deste plano será avaliado pela capacidade de execução destes factores marcantes para o futuro do destino a médio e longo prazo.

A criação de 12 pólos turísticos na região de Lisboa divididos em três categorias: pólos consolidados (Lisboa-Centro, Belém-Ajuda, Sintra, Cascais e Ericeira), pólos em desenvolvimento (Tejo, Lisboa Oriente, Mafra e Arrábida) e pólos a potenciar (Arco Ribeirinho Sul, Reserva Natural do Estuário e Costa da Caparica), é uma das propostas deste documento orientador, que defende um foco na sustentabilidade do destino e na preparação de um novo ciclo de crescimento, com vista ao aumento das receitas por turistas e estadas mais prolongadas.

Este foco na sustentabilidade económica, social e ambiental foi mote de todas as intervenções na sessão de apresentação do plano, elaborado pela Roland Berger, designadamente o presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Francisco Jesus, o presidente Adjunto do Turismo de Lisboa, José Luís Arnaut, o presidente da ERT da Região de Lisboa, Vítor Costa, e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina.

O documento diz que no pólo Lisboa-Centro a estratégia deverá passar pela gestão dos fluxos, a aposta na qualidade e promoção de novas zonas com potencial turístico, nomeadamente a Praça de Espanha ou Alcântara, enquanto o pólo Belém-Ajuda deverá focar-se na promoção de conteúdos culturais.

No pólo Sintra, a atenção deverá ir para a oferta de um turismo de maior valor, para o reforço das soluções de mobilidade e uma maior promoção das riquezas arqueológicas, no pólo de Cascais, deverá ser reforçado o seu posicionamento ‘premium'” com o aumento da oferta de hotelaria e restauração de luxo e a dinamização do segmento do golfe e do hub’ náutico de luxo, e no pólo Ericeira, a proposta passa pelo posicionamento da localidade como destino sustentável de surf.

O documento preconiza ainda, no caso dos pólos em desenvolvimento, tornar o rio Tejo num novo atractivo turístico, nomeadamente através do novo Cais de Lisboa e da Rede Cais do Tejo, recentemente apresentado. No pólo Lisboa- Oriente a ideia é apostar no desenvolvimento das infra-estruturas existentes no Parque das Nações, enquanto as zonas de Marvila e Beato deverão explorar a sua vocação enquanto zonas jovens e ‘trendy’ em harmonia com a raiz tradicional local, e Loures deverá potenciar os seus conteúdos de arte pública.

O objectivo do plano é que Mafra promova o seu estatuto de Património Mundial, criando novas infra-estruturas e dinamizando um ‘cluster’ ligado à música, enquanto o pólo Arrábida deverá focar-se no desenvolvimento do Turismo da Natureza, aproveitando a vertente sol e mar.

A pensar já na construção do aeroporto do Montijo, que se espera concluído em 2024, o Plano Estratégico para o Turismo da Região de Lisboa, avança já com a perspectiva de criação do pólo Arco Ribeirinho Sul, dedicado à exploração turística fluvial, ao mesmo tempo que propõe o pólo Reserva Natural do Estuário, com um turismo dedicado à tradição rural e ao usufruto do rio, e o pólo Costa da Caparica, que deverá reforçar a qualidade dos acessos às praias e da oferta de alojamento.

O documento defende, igualmente, uma aposta no ‘marketing’ focado nos segmentos do visitante individual, em família e em pequenos grupos, bem como o lançamento de iniciativas (a nível dos medias locais e de programas digitais) em mercados do Médio Oriente e Ásia, entre os quais Japão, Coreia do Sul, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Catar, Israel, Irão, Arábia Saudita e Rússia, mantendo-se, no entanto a promoção nos mercados consolidados para a região, tanto europeus como brasileiro, canadiano e norte-americano.

O Turismo da Região de Lisboa vai manter-se de olho no produto ‘City/Short Break’, que já representa uma quota de 66,5%, da procura e tem vindo a reforçar a sua posição na arquitectura da oferta, a par (embora numa escala mais reduzida) do produto Meetings & Incentives, surf, sol e mar, golfe e natureza, como produtos complementares, enquanto apelida de qualificadores, a gastronomia e vinho, cultura, compras e eventos.