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Neeleman agradece empréstimo do Estado português à TAP

O accionista da TAP David Neeleman garante o empenho dos privados no futuro da companhia e agradece o empréstimo de emergência do Estado português. Num comunicado conhecido esta segunda-feira (29), o empresário diz aceitar a entrada imediata do Estado na comissão executiva da empresa.

– Apesar de não ter sido essa a nossa proposta, agradecemos muito o apoio do Estado português através de um empréstimo de emergência à TAP e aceitamos obviamente as medidas de controlo da utilização desse empréstimo, afirma numa declaração escrita enviada à agência Lusa.

O empresário justifica esta tomada de posição com a necessidade de rejeitar as declarações sobre o empenho dos privados no futuro da TAP, garantindo que estes estão disponíveis para aceitar a participação do Estado na comissão executiva imediatamente e mesmo antes de uma eventual capitalização do empréstimo.

– Estamos também disponíveis para capitalizar os nossos créditos na companhia no momento da aprovação do plano de reestruturação que será negociado com a Comissão Europeia, acrescenta.

Segundo David Neeleman – que com Humberto Pedrosa, através da Atlantic Gateway, detém 45% da TAP – desde o início da crise a equipa executiva tem trabalhado noite e dia em conjunto com os fornecedores, tendo negociado e obtido apoios importantes na ordem de centenas de milhões de euros, para defender que o nosso foco não é apenas garantir que a TAP sobreviva, mas que recupere a rota de crescimento que vinha percorrendo e que prospere para que possamos cuidar dos nossos trabalhadores e clientes.

Neeleman recorda que a TAP precisa da ajuda do Estado português tal como todas as outras companhias aéreas na Europa, realçando que todo o investimento feito pelo Estado na empresa tem um retorno garantido, multiplicado por muitas vezes. A TAP é muito importante para o país e estou certo que o Governo português saberá respeitar os compromissos assumidos com quem acreditou e transformou a companhia.

Refira-se que a Comissão Europeia aprovou em 10 de Junho um auxílio de emergência português à companhia aérea TAP, um apoio estatal de 1.200 milhões de euros para responder às necessidades imediatas de liquidez com condições predeterminadas para o seu reembolso.



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