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Nuno Santos diz que plano de auxílio à TAP foi imposta pela CE

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, disse esta quinta-feira (25) que o plano de ajuda à TAP foi uma imposição da Comissão Europeia (CE) e volta a criticar a gestão privada da empresa, dizendo que não têm empenho nenhum e que agem como se fizessem um favor ao Estado.

– Este plano foi o único que foi aceite pela Comissão Europeia. Não fomos nós que o propusemos, foi a CE que o impôs, sublinhou o governante em entrevista ao `podcast` ‘Política com Palavra’, do Partido Socialista, para acrescentar que os representantes do Estado português, nos contactos com a CE, defenderam o recurso ao quadro temporário Covid-19.

Contudo, o entendimento de Bruxelas, conforme diz, era que a TAP era uma empresa em dificuldades em 2019 e, como tal, não podia recorrer a essa opção. Por essa razão, a opção que está em cima da mesa é a única que Bruxelas disse que estava disponível para a TAP, prosseguiu Pedro Nuno Santos.

Sobre a confiança na actual Comissão Executiva da TAP para fazer o plano de restruturação da empresa, o ministro sublinhou que confia, mas diz que o actual CEO da empresa valoriza em demasia a briga, acrescentando que não acredita que seja preciso brigar com Bruxelas, mas é preciso trabalhar.

Pedro Nuno Santos disse ainda que lhe faz muita confusão que o CEO de uma empresa que está de mão estendida ache que se possa relacionar com o Estado desta maneira. Como se nos estivessem a fazer um favor.

A Comissão Europeia aprovou em 10 de Junho um auxílio de emergência português à companhia aérea TAP, um apoio estatal de 1.200 milhões de euros para responder às necessidades imediatas de liquidez”com condições pré-determinadas para o seu reembolso.

Entretanto, o ministro das Infraestruturas considerou que a providência cautelar interposta pela Associação Comercial do Porto não foi a melhor maneira de demonstrar descontentamento mas acredita que ela não travará a ajuda à empresa.

Nesta negociação com os privados da TAP, Pedro Nuno Santos tem estado permanentemente ao ataque. Nesta entrevista volta a fazê-lo: O empenhamento dos privados no futuro da TAP é nenhum. São interesses que não estão alinhados com os interesses do país e do povo português, disse.

O ministro tem defendido um maior controlo sobre a gestão da empresa, mas no plano desenhado, o Estado não irá entrar na gestão da companhia, apertando apenas os mecanismos de controlo ao nível da administração.

Apesar de ter defendido desde início que o Estado devia ‘mandar’ na TAP quando lá injectasse dinheiro, para o ministro, nesta fase o importante é garantir o que se faz a cada cêntimo que vai ser injectado na companhia aérea, defendendo assim o sistema de controlo e de monitorização que foi proposto: É muito mais eficaz do que simplesmente ter um membro numa Comissão Executiva onde o Estado não seria maioritário, disse.



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