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Millennium bcp reafirma compromisso com o turismo

O presidente da Comissão Executiva do Millennium bcp reafirmou esta terça-feira o compromisso do banco com o sector do turismo, as suas empresas e os seus empresários.

Ao usar da palavra no webinar promovido pela Confederação do Turismo de Portugal (CTP) que tinha como objectivo debater o estado do sector, Miguel Maya defendeu a prorrogação das moratórias de crédito para as empresas e para os trabalhadores da actividade turística, que terminam em 30 de Setembro. Várias associações empresariais do sector do turismo pedem essa prorrogação até Junho de 2022.

O executivo apontou que há “um ruído de fundo que sobe de tom” sobre os riscos das moratórias para o sector financeiro, no entanto, considerou que “também compete à banca apoiar os clientes a suportarem o momento actual, para que o tecido empresarial possa superar esta fase de ausência de procura”.

– “O verdadeiro risco seria retirar os apoios ao sector, entre os quais as moratórias, antes de estar superada a falha de mercado, ou seja, antes de os clientes poderem gerar receitas”, até porque “o país e todos os portugueses, beneficiarão directa ou indirectamente dos apoios ao turismo, considerou, realçando que o turismo, pela abrangente e transversal relevância, deve ser considerado um sector prioritário.

– “O BCP continuará a ser um defensor da prorrogação das moratórias para o sector do turismo enquanto a situação da pandemia não estiver controlada, não só para as empresas como também para os trabalhadores do sector”, afirmou Miguel Maya, para acrescentar que “há que tratar de forma diferente o que não é igual”.

– “Exigir o pagamento de créditos num período em que as empresas não têm receitas em resultado de uma falha de mercado é algo que não faz qualquer sentido”, destacou o responsável.

Na sua intervenção, Miguel Maya realçou que as moratórias são um instrumento essencial, designadamente no sector do turismo, e que o forte crescimento das poupanças das famílias observado em 2020, que não se traduziu no aumento de rendibilidade da banca, devido às taxas de juro negativas, conferem aos bancos abundante liquidez e todos os incentivos para conceder crédito à economia.

As moratórias de crédito permitem suspender temporariamente o pagamento das prestações de crédito, na vertente de capital e juros, ou apenas numa das componentes. Essa suspensão não é classificada como crédito em incumprimento ou malparado, dado que se fosse teria inconvenientes para os detentores desses créditos e para os bancos, pelo reconhecimento desses montantes nos seus balanços.

No mesmo webinar, o ministro da Economia Pedro Siza Vieira também admitiu o prolongamento das moratórias de crédito ou outras soluções de apoios ao pagamento desses créditos. “Estamos a discutir o que fazer relativamente à dívida que existe e, eventualmente, uma extensão de maturidades pode justificar-se neste sector”, disse.

O ministro apontou que está a discutir o assunto das moratórias com o Banco de Portugal (BdP) e com a Associação Portuguesa de Bancos (APB). Em cima da mesa “está a ser discutido não apenas a suspensão dos pagamentos que determinamos até Setembro mas uma extensão do prazo, mas a extensão mesmo do prazo da dívida remanescente”, indicando que “é algo que temos de ver em que medida se justifica e com que abrangência”.

As declarações do ministro abrem a porta ao alargamento do prazo dos empréstimos, uma forma de reestruturação dos créditos, como equacionam algumas associações empresariais.



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