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Miguel Albuquerque: uso de máscara não vai penalizar turismo na Madeira

Não acredito que haja cancelamentos ou que alguém deixe de vir à Madeira por causa do uso obrigatório de máscara, afirmou Miguel Albuquerque.

O Presidente do Governo Regional da Madeira disse que a sua obrigação era dar prioridade absoluta à salvaguarda da saúde e da vida dos madeirenses. O nosso compromisso é esse, a questão da legalidade depois logo se vê.

O chefe do Executivo madeirense referiu que acredita que a medida anunciada a semana passada sobre a obrigatoriedade do uso de máscara em todos os espaços públicos não terá efeitos negativos no número de passageiros a chegar à Madeira.

Lembrou que em Julho chegaram mais 31 mil pessoas à região, número que prevê-se que vai mais do que duplicar no mês de Agosto, com 140 voos por semana e uma estimativa de 70 mil passageiros desembarcados, e em Setembro com as estimativas a apontarem para 80 mil passageiros a chegarem à Madeira.

ACIF fala em prejuízos no sector turístico

Entretanto, a ACIF (Associação Comercial e Industrial do Funchal) considerou que a resolução que obriga ao uso de máscaras na Madeira provocou prejuízos turísticos superiores a 100 mil euros em cancelamento de reservas, e alguns operadores manifestaram o seu desagrado.

– Esta medida já teve consequências e, mesmo admitindo ser entendida como preventiva, a forma como foi comunicada foi desastrosa, disse à agência Lusa o vice-presidente da direcção da Associação ACIF, António Maria Jardim Fernandes.

O responsável dessa associação que representa vários sectores económicos da região, entre os quais o turismo, a hotelaria e similares, sublinhou que, no fundo comunicou-se uma medida que tem um âmbito muito grande e é muito restritiva, sem comunicar de imediato as excepções que haveriam e poderiam mitigar o efeito prejudicial que teve no sector.

Refira-se que o Executivo madeirense prorrogou o estado de calamidade na região, e desde os 00h00 de sábado que é obrigatório o uso de máscaras em espaços públicos.

Jardim Fernandes mencionou que as medidas adoptadas na Madeira asseguram o rigor de controlo de entrada dos visitantes nos aeroportos da região e a grande capacidade de monitorização depois das pessoas no território, em termos de identificação dos casos e isolamento, indicam à partida que a situação da pandemia está perfeitamente controlada na Madeira, neste momento. Por isso não haveria a necessidade de avançar com uma medida tão restritiva como esta.

Complementou que tudo estava a correr bem para, este mês ser dado mais um passo em frente no sector do turismo, posicionando-se a Madeira como um destino seguro, resiliente, mas com esta situação acabou por dar um sinal um pouco contrário dessa perspectiva, situação que preocupa a ACIF e cria sérias reservas dos associados.

Jardim Fernandes indicou que depois de serem conhecidos os contornos da resolução, a qual determina várias excepções ao uso obrigatório e generalizado de máscaras nos espaços públicos, como nas actividades turísticas de natureza, os passeios nos percursos pedestres, desde que haja distanciamento social, o turismo vai acabar por acomodar.



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