Início Opção Turismo Mesmo em pandemia: Natureza na Madeira pode ser usufruída em pleno

Mesmo em pandemia: Natureza na Madeira pode ser usufruída em pleno

Após meses de confinamento, voltei a viajar de avião. Já tinha saudades. Sob o pretexto do lançamento da nova marca Madeira arrisquei. Muita gente ainda não tem confiança. Mas com teste negativo e observando todas as regras de segurança, porque não? Mais dia, menos dia vamos todos voltar a viajar, principalmente para destinos considerado seguros.

Fiquei confinada no hotel, não? A natureza na Madeira pode, mesmo nestes tempos de pandemia, ser usufruída em pleno. As empresas de animação turística estão a operar e fazem-nos sentir seguros. Continuam a oferecer uma grande diversidade de experiências em terra, no mar e no ar, nas montanhas, com história e cultura, com mais ou menos adrenalina. Só depende da nossa imaginação. Os seus guias continuam experientes e estão lá. Conhecem a região como ninguém. É só marcar e desfrutar, seja em passeios de meio-dia ou dia inteiro. O que ainda estava interdito era a célebre descida do Monte nos carros de cestos. Mas tudo o resto só depende da imaginação do turista.

Saímos cedo do hotel (06h00) rumo ao Pico da Areeiro, um dos mais altos da ilha da Madeira, com uma altitude de 1818 metros. As vistas são fabulosas, com as nuvens a pairar sobre as fantásticas formações rochosas – um cenário impossível de descrever. Está frio, mas chegar a tempo de apreciar o nascer do sol de um dos pontos mais altos da Madeira faz-nos aquecer a alma.

A empresa que nos proporcionou esta experiência foi a Discovery Island, que organiza uma série de passeios pela ilha, a preços que vão dos 35 euros a 55 euros por pessoa, e fomos guiados por Marco Davide.

Vale a pena sentir-nos abraçados por uma natureza intocável, por exemplos da floresta Laurissilva aqui e ali, pelas flores e frutos tropicais que espreitam à beira da estrada e nos embriaga com os seus cheiros.

Foi um belo dia de passeio. Após o deslumbrante nascer do sol, e não éramos sozinhos, pois havia mais turistas que, estando na ilha, não quiseram perder esta maravilha da natureza, esta empresa de animação turística até nos permite um pequeno-almoço saudável, no parque de pic-nics do Chão das Feiteiras, um acordo com a empresa The Vantastic.

Já ninguém está em jejum. É hora de descobrir Ribeiro Frio, local famoso pelas suas diversas atracções. Aqui o visitante encontra um bonito jardim visitável, um famoso viveiro de trutas e a partida para dois extraordinários percursos pedestres muito realizados, bem como provar (não pode perder) o famoso pingado composto por café de saco e vinho da Madeira (juro que aquece os que querem subir a montanha) e a seguir iniciar um tranquilo passeio a pé pela Levada dos Balcões até chegar ao seu miradouro maior, um paraíso para os amantes da observação de aves na Madeira.

Chegar lá não custa absolutamente nada, isto porque a Levada dos Balcões é daquelas mesmo fáceis, provavelmente a mais fácil de toda a Ilha da Madeira. Surpresa! Fomos abençoados por um deslumbrante arco-íris que inundou o céu com toda a plenitude das suas cores.

Ouvir as cascatas e descobrir os sabores madeirenses

Estamos em Abril. O tempo trocou-nos as voltas. Mas acompanhado de guia experiente, as alterações ao passeio foram acontecendo ao longo do dia. Ninguém ficou a perder, pelo contrário. Vimos e ouvimos o gargalhar das cascatas durante o percurso, que descem sem descanso das montanhas trazendo a frescura das águas e alimentam uma flora inigualável. Fomos ao miradouro do Forte da Faial, local simplesmente para suster a respiração, para antes de um grande almoço na Quinta do Furão, tempo para visitar Santana e as suas casas típicas. Além das conservadas pela Câmara, há ainda (poucas) famílias que conservam essas casas da mesma forma como foram construídas e vividas há 200 anos.

Na varanda do restaurante da Quinta do Furão, onde a beleza dos jardins e vinhas desta unidade hoteleira se fundem com o azul do oceano e com o recortado de toda a costa Nordeste, onde se destaca o Ilhéu da Viúva na Reserva Natural da Rocha do Navio, foi servido o almoço com os mais típicos sabores madeirenses. Mais uma vez, não estávamos sozinhos. Famílias com crianças, locais e estrangeiros foram provar do que melhor a ilha sabe fazer.

A chuva não deu tréguas. O programa incluía a Vereda da Ponta de São Lourenço. Tem a duração de 2h30 (percurso de ida e volta numa extensão de oito quilómetros), num caminho ondulante e que permite observar as paisagens de arriba da ponta Este da ilha, baptizada com o nome da caravela de João Gonçalves Zarco, um dos três descobridores da ilha da Madeira. No fim do percurso existe uma pequena construção denominada ‘Casa do Sardinha’ (nome de família dos antigos proprietários), dando apoio aos vigilantes do serviço do Parque Natural da Madeira.

Durante todo o percurso, as paisagens amplas sobre a península são únicas, sendo possível no final do trajecto, visitar o Centro de Recepção do IFCN e conhecer em pormenor as espécies naturais que habitam na Ponta de São Lourenço. Poderá ainda aproveitar para se refrescar e dar um mergulho nas águas límpidas do Cais do Sardinha, assim como subir ao ponto mais alto da península e observar em 360 graus, toda a envolvência litoral. No final do trajecto existe uma zona onde pode descansar e merendar de forma tranquila.

O regresso é feito pelo mesmo caminho até ao ponto de partida. Quem não quiser fazer o mesmo trajecto de volta pode regressar ao Funchal de barco.

Não fizemos esta vereda. Tivemos apenas um cheirinho para vislumbrar a mítica Ponta de São Lourenço de longe, até onde os veículos podem chegar, mas prometemos percorrê-la num até já Madeira.

Carolina Morgado



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